terça-feira, 24 de janeiro de 2017

REUNIÃO DA AMESE E DA ASIMUSEP COM REPRESENTANTES DA OAB/SE COM O OBJETIVO DE CRIAR O NÚCLEO DE DEFESA DOS DIREITOS DOS OPERADORES DA SEGURANÇA PÚBLICA É DESTAQUE NO JORNAL DA CIDADE.


Fonte:  Jornal da Cidade

SEIS BANDIDOS ARMADOS ASSALTAM ÔNIBUS NO 18 DO FORTE.

Coletivo faz a linha Augusto Franco/Bugio

Coletivo faz a linha Augusto Franco/Bugio (Foto: Arquivo Portal Infonet)

Outro assalto a ônibus foi registrado em Aracaju. De acordo com a cobradora do veículo, que faz a linha Augusto Franco/Bugio, o assalto ocorreu por volta das 19h50 dessa última segunda-feira, 23, quando o transporte coletivo passava pela avenida Maranhão, no bairro Dezoito do Forte. Próximo ao Aeroclube, seis homens armados com uma faca “peixeira” entraram no ônibus, anunciaram o assalto e levaram bens dos passageiros. 

A delegacia plantonista também registrou um assalto a carro, no conjunto Marcos Freire I, em Nossa Senhora do Socorro. A vítima relata que estava estacionado na porta de um amigo na avenida Perimetral A, quando dois homens armados com pistola levaram seu carro, um Corolla preto de placa NXW-2584.

Dentro do veículo estavam os documentos do veículo e da vítima. Os crimes serão investigados pela Polícia Civil.

Prisões

A Polícia Militar do Estado de Sergipe realizou a prisão de dois suspeitos, que estavam em um veículo no Conjunto Jardim, em Nossa Senhora do Socorro. Com eles, foram encontrados sete tabletes de material entorpecente semelhante a maconha. Os suspeitos foram encaminhados à Delegacia Plantonista Norte.

Fonte:  Infonet (Jéssica França)

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

COM O AUMENTO DA VIOLÊNCIA, O TEMA SEGURANÇA PÚBLICA ESTÁ NA BOCA DO POVO!


Arte do chargista Clécio Barroso, sendo permitida a reprodução da charge sem alterações

3º BATALHÃO PRENDE INFRATOR POR CRIME DE FRATRICÍDIO.


O 3° Batalhão prendeu nesta segunda-feira, dia 23, o infrator identificado como José Antônio Barreto dos Santos, após ter cometido o crime de homicídio, tendo como vítima seu próprio irmão.

A equipe do Guepardo 03 foi acionada pelo COPOM do 3° BPM para averiguar uma denuncia de tentativa de homicídio na rua Cel Serão, n° 272, em Itabaiana.

Ao chegar ao local indicado, a equipe de serviço encontrou José Antônio com uma faca em punho e realizou a sua detenção.

Após entrar na residência, a equipe encontrou no quintal da casa a vítima agonizando com perfurações na altura do tórax.

Foi acionado o SAMU para atendimento à vítima, mas não resistiu e foi constatado o óbito. A vítima foi identificada como Sidnei Barreto dos Santos, irmão do autor do homicídio.

O autor confessou o delito e que golpeou o irmão com uma faca peixeira após uma discussão.

O autor e a arma do crime foram encaminhados à delegacia regional de Itabaiana para formalizar a prisão em flagrante delito.

Em respeito à família, o 3° BPM não divulgará fotos.

POLICIAIS MILITARES COMPRAM MATERIAL ESCOLAR PARA MENINO QUE ACHOU MOCHILA NO LIXO EM GOIÁS.

Soldados deram "kit" a menino que procurava material escolar no lixo em Rio Verde (GO)

Dois soldados da Polícia Militar de Rio Verde (a 247 km de Goiânia), estavam em serviço de radiopatrulha quando encontraram um menino removendo o lixo em busca de material escolar em frente a uma empresa que compra sucata. Denilton Souza, 28, e Paulo Henrique Aires, 27, foram surpreendidos com a alegria de Gabriel, de apenas seis anos, ao encontrar uma mochila azul rasgada. Emocionados, decidiram fazer uma surpresa ao garoto e compraram roupas, um par de tênis e diversos objetos para a escola.

Na última segunda-feira (16), por volta das 8h, Gabriel fazia companhia para a avó, Zilda Silva, que aguardava uma empresa que compra materiais recicláveis - já que a renda da família vem de lá. Após encontrar o garoto, a surpresa dos PMs ocorreu no mesmo dia: no começo da noite, a dupla foi até a casa da família entregar os materiais escolares.

A solidariedade dos profissionais começou com uma pergunta do soldado Denilton Souza. Curioso. Ele questionou a criança o que faria com a mochila, que já estava destruída.

No kit presenteado pelos PMs, estava um par de tênis

O policial conta que ficou emocionado com o garoto por lembrar as dificuldades que passou na infância. Desde os sete anos, Denilton vendia jujuba, picolé e até engraxava sapatos para comprar cadernos e livros para a escola. "Eu não vim de uma família rica, né? Então sempre soube que estudar era minha única opção e ser policial sempre foi meu sonho. Em frações de segundos, segurando a mochila, foi possível recordar de tudo isso", disse ao UOL.

Em uma visita ao comércio da região, os policiais conseguiram arrecadar lápis de cores, canetinha, apontador, tesoura, régua e cola. Além disso, os soldados também doaram uma caminhonete de brinquedo com a caracterização da Polícia Militar. A surpresa só foi possível com a ajuda de comerciantes na região que doaram vários materiais.

"Ficamos muito felizes em ver os brilhos nos olhos do Gabriel ao receber todos os presentes e sem dúvida foi muito gratificante em saber que ajudamos uma pessoa tão importante. Com certeza mudamos algo para o futuro dele", disse Paulo Henrique. Segundo a avó, as aulas de Gabriel iriam começar na próxima semana e ele só tinha um apontador de lápis que havia ganhado de uma vizinha.

"Agradeço muito aos policiais militares. Felizmente, meu neto vai conseguir estudar com dignidade. Ficamos muito emocionados, principalmente o Gabriel que é encantado com a PM", disse a avó.

O garoto estuda no segundo ano do colégio público "Dona Gercina", dedicado a alunos especiais. O menino é hiperativo e toma medicação controlada.

Foto:  UOL (Jéssica Nascimento)

TAPA NA CARA CRIA UM PM MELHOR? FORMAÇÃO DE SOLDADOS É ALVO DE CRÍTICAS POR ABUSO DE PODER.


Dia de formatura.

O mantra vem alto, forte:

“Polícia Militar, sob a proteção de Deus. Compromissada com a defesa da vida, da integridade física e da dignidade da pessoa humana”.

A voz uníssona dos mais de 2.000 novos soldados da Polícia Militar do Estado de São Paulo toma o Sambódromo do Anhembi, na Zona Norte da capital. No lugar do festival de cores do Carnaval, a avenida recebe uma massa alinhada de fardas cinzas. No meio dessa coreografia está Mônica Portela, 26. Filha de militar e formada em rádio e TV, ela decidiu usar sua habilidade para comunicação em benefício da corporação que aprendeu a respeitar ainda dentro de casa.

Quem também está no local, mas no alto do palanque, é o coronel aposentado Paulo Telhada. Polêmico e símbolo da bancada da bala, o hoje deputado estadual assiste à cerimônia ao lado de figurões como o governador Geraldo Alckmin, o vereador e ex-tenente da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) Conte Lopes e o jornalista Reinaldo Azevedo - escolhido como paraninfo da turma.

Não muito longe dali, em Santana, João*, 23, estuda para prestar o concurso da corporação e ser também uma nova cara da PM – se tudo der certo, futuramente ele participará de uma cerimônia como a do sambódromo. Filho de um psicólogo e de uma nutricionista, ele sempre teve interesse em segurança pública. Se conseguir entrar, João diz que sonha em mudar a imagem de “violenta” e de “espírito ligado à ditadura” que a PM possui.

A questão apontada pelo jovem candidato talvez seja um dos maiores desafios da nova geração. Publicado em 2016, o 10º Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública informa: 70% dos brasileiros acham que as polícias, tanto militar como civil, exageram no uso da violência. Já 59% dizem ter medo de serem vítimas de policiais. O receio se justifica pelo índice de letalidade: só em 2015, 3.345 pessoas morreram no país vítimas de intervenções policiais (mortes por reação do policial em matar alguém durante uma ocorrência, dentro ou fora do horário de trabalho). 

OS CANDIDATOS

É a primeira vez que João presta o concurso. Ele havia se inscrito em um cursinho preparatório, mas decidiu sair e estudar por conta própria depois de descobrir que poderia sujar sua imagem. “O cursinho é bem plural, tem playboy, cara da periferia, mulheres negras. É bem dividido. O pessoal do fundo é mais branco, que vem de escola particular, e o da frente é mais de periferia, que precisa estudar. Eu fiquei sabendo que quem faz [cursinho] acaba não passando, porque eles fazem um ‘preparo’ e readaptam você para passar no teste psicológico”. Esse “preparo”, de acordo com João, é o gabarito das provas psicológicas, ensinando como reagir durante os testes.

O sargento Francisco Alexandre Filho tem uma escola preparatória e confirma que alguns cursinhos fraudam a seleção. “Existem cursos que ensinam a burlar o sistema, a como fazer os desenhos do teste psicológico. Isso para mim é uma agressão à instituição, porque coloca a vida do cara em risco”, afirma. Essa etapa analisa o perfil psicológico do candidato por meio de testes de inteligência, personalidade e entrevista. Com média de 60 alunos em duas unidades (Santana e Mogi), o sargento diz que a maioria dos seus alunos é de classe média baixa e quer atuar na Força Tática ou na Rota.

“[A Rota] É uma corporação exemplar, que atua bem e põe fim na bandidagem”, acredita o candidato Fábio*. Ele também é estreante no concurso. Os motivos que o levaram a escolher essa carreira estão dentro de casa. Seu pai se candidatou para entrar na Polícia Militar de Pernambuco, mas não passou por causa da altura.

Essa influência familiar faz historicamente parte da PM. “É muito comum que existam gerações em que o avô e o pai foram policiais e o filho tem essa missão. A impressão é que, por conta disso, você tem pouca oxigenação de outras pessoas interessadas em ingressar na corporação”, afirma Bruno Langeani, coordenador da área de sistemas de justiça e segurança pública do Instituto Sou da Paz.

O TREINAMENTO

Mônica Portela estudou um ano na Escola Superior de Soldados Coronel PM Eduardo Assunção, em Pirituba, região noroeste de São Paulo. A instituição é considerada a maior e principal sede de formação da Polícia Militar paulista - recebe até 1.800 soldados e fiscaliza os cursos das outras 36 unidades formadoras. Na turma de soldados formados em novembro, apenas 13,6% são mulheres - 300 diante de 1.989 homens.

De acordo com o capitão Eduardo Cruz, porta-voz da Escola Superior de Soldados da PM, existia uma divisão de quadros de trabalho entre homens e mulheres. Cada um tinha sua função. “Hoje, todos entram pela meritocracia. Talvez pelo desenrolar histórico da coisa e como sempre tinha mais vagas masculinas, a procura dos homens sempre foi historicamente maior”, afirma.

Os seis primeiros meses do curso são básicos, com aulas de direito penal, ordem unida (exercícios de formação de marcha, de parada ou reunião dos membros da tropa), normas internas e educação física. No semestre seguinte, fica mais específico. Os estudantes vão para a rua ao lado de instrutores para se habituarem com o policiamento. Os aspirantes começam a cobrir áreas com baixo potencial de criminalidade para que, gradativamente, possam atuar em regiões com mais crimes. “No começo foi difícil”, confessa Mônica. “Nas atividades de resiliência, você é colocada diante de várias situações. Hoje eu tenho plena consciência do que é passar fome e frio, mas no fundo você aprende a valorizar coisas simples, como estar em casa com a família”, completa.

Essa etapa de formação é alvo de críticas por treinamentos excessivos, abuso de poder e hierarquização autoritária - há até acusações de tortura. “O que é tortura e o que é pressão? Você precisa criar um ânimo no policial de ir para a ocorrência e sacrificar sua própria vida para defender a população. Você tem que passar por treinamentos controlados e por algumas pressões de psicofadiga controladas com psicólogos", afirma o capitão Cruz.

Mas a pressão não é o único alvo de críticas no processo de formação dos jovens policiais. “Em mais de 6.000 horas de carga horária, apenas 90 horas eram sobre direitos humanos. O conteúdo não atendia às necessidades, os temas eram inadequados e não atingiam os alunos para refletir sobre o que são os direitos humanos e como deveria ser sua atuação”, afirma Adilson Paes de Souza, tenente-coronel da reserva da PM e mestre em Direitos Humanos pela USP (Universidade de São Paulo).

Atualmente, a carga horária anual dos alunos da Escola Superior de Soldados é de 1.963 horas - a disciplina Direitos Humanos totaliza 58 horas, 2,9% do total. Tiro defensivo, por exemplo, soma 185 horas (9,4%). Mas há quem considere até demais. Para Fábio, por exemplo, pessoas dos “direitos humanos se preocupam somente em defender bandidos. Deveria ser chamado ‘direito do bandido’. Morre um criminoso, caem em cima. Morrem três, quatro policiais, não se vê nada”, afirma o candidato a PM.

Um dos pontos básicos para o tenente-coronel Souza considerar a formação ineficiente é a independência do sistema de ensino militar em relação à Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. A Constituição de 1988 declara que o ensino militar é regulado em lei específica. “Por isso, prevalece o ‘bandido bom é bandido morto’. O ensino é deficiente porque a sociedade não participa da formação dos policiais. Ela não tem acesso ao currículo. [A sociedade civil] É como o inimigo que não pode saber informações da minha tropa”, reclama. Em dezembro de 2013, o governo Alckmin havia imposto sigilo de 15 anos para os “currículos de educação profissional” dos PMs, além de proibir a divulgação de 22 manuais sobre o treinamento dos policiais. Pressionado, o governador revogou a decisão em outubro de 2015.

Mesmo sob análises negativas, a formação da PM paulista também recebe elogios. “O tempo de formação, tanto dos praças quanto dos oficiais de São Paulo, é um dos maiores do Brasil. Isso precisa ser elogiado, porque um maior tempo de formação tem uma importância direta na prática”, diz Langeani, do Instituto sou da Paz. A maioria das escolas de polícias de outros estados forma seus profissionais em seis meses, metade do período de São Paulo.

OS SOLDADOS

Depois de formado, o policial deixa de ter o mesmo acompanhamento que tinha enquanto estudante. Passa a trabalhar ao lado de um policial mais experiente. Ganha um parceiro. E é nesse ponto que todo o aprendizado pode ir pelo ralo. Assim como em qualquer profissão, os mais velhos tendem a passar vícios e atalhos - o detalhe é que os PMs lidam com a segurança da sociedade.

“É muito comum que os PMs digam coisas do tipo ‘esquece tudo o que você aprendeu na academia, aqui é diferente’”, alerta Langeani. O deputado Telhada, cujo grupo na Assembleia Legislativa tem por hábito contestar ações da Ouvidoria da Polícia, também critica policiais mais velhos: “Quando chega um recruta vibrando, [o PM mais experiente diz:] ‘Ô, recruta, calma, a pegada é outra, deixa os caras se esfaquearem e depois a gente pega e socorre’. O vagabundo ensina o que é errado para o recruta, mas ele está lá porque o sistema permite”.

Telhada se formou tenente aos 22 anos. Aos 24, ele matou pela primeira vez. “Foi ali na rua Turiassú, 2077. Dia 25 de novembro de 1985, às 5h25 da manhã. 12 reféns, quatro vagabundos, na época armados fortemente com umas escopetas calibre 36”. Na troca de tiros, ele acertou um dos criminosos. A operação resultou em dois mortos e dois presos - os reféns saíram ilesos.

O episódio, diz Telhada, marcou sua vida, mas não resultou em seu afastamento - o que viria a acontecer várias vezes em seus anos de serviço por causa de sua conduta. Já na PM do século 21, o afastamento é comum. Segundo dados da assessoria de imprensa da Polícia Militar atualizados até 31 de outubro, 5.329 PMs foram afastados do trabalho em 2016 por problemas de saúde - a instituição não detalhou a origem dos males. Em 2015, foram 6.618 afastamentos.

Entusiasta do rearmamento da população, Telhada afirma ter perdido as contas de quantas mortes foi responsável. Publicamente, sabe-se de 36 pessoas. Mas ele confessa: “É um pouquinho mais”. Perguntamos se havia uma conta atualizada. “Vou te falar a verdade: eu nunca contei, [juro] por Deus que está no céu.”
Esse tipo de discurso, adotado por parte da corporação, fez o medo provocado pela PM crescer no país: de 48% em 2012 para 62% em 2015, conforme pesquisa Datafolha. “A figura do inimigo a ser combatido persiste desde a ditadura”, afirma o tenente-coronel Souza. “O inimigo não é mais o subversivo [da época do regime militar], é quem infringe a lei e mora em determinada localidade”, completa.
Os negros são os que dizem ter mais medo de policiais militares: 71%. O número de PMs brancos (64%) é maior que o de negros, mas segue a média do Estado de São Paulo - 63,9% da população se declara branca.

Se a lógica é de combate, o número de mortes do lado da polícia também é significativo: entre 2009 e 2015, os policiais brasileiros morreram 113% mais em serviço do que os policiais americanos. Foram 733 policiais mortos no Brasil contra 344 nos EUA. De acordo com o 10º Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, as mortes no Brasil ocorrem três vezes mais fora do serviço do que no trabalho.

Existe alguma chance da nova geração mudar essa realidade? Mônica pensa em investir no trabalho de base. “Está dentro de mim trabalhar com projetos sociais, principalmente o Proerd [Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência, aplicado em jovens do 5º ano do Ensino Fundamental].”. João sonha alto: “Meu sonho é transformar a PM em patrulhamento militar. Você tira o poder de polícia do militar e depois transforma em patrulhamento municipal, porque daí você tem um controle mais focado no município”. Mas ele não descarta abrir mão dos seus princípios enquanto for novato. “Eu vou ter que ficar quieto lá dentro. Eu sei o que acontece: você vai ver o cara sendo chutado e não vai poder falar ‘Para!’ ‘para!’. Ou eu viro as costas ou, se os caras mandarem, eu vou ter que fazer também”.

*Os nomes dos estudantes que estão tentando entrar no concurso da PM foram trocados


Colaboraram nesta edição:
Fred Di Giacomo Rocha, coordenação e edição, e Steph Minucci, apoio de reportagem, agência Énois Inteligência Jovem. 
tabuol@uol.com.br

Fonte:  UOL

GUARDA MUNICIPAL DE SOCORRO PRENDE DUPLA DE POSSE DE ARMA BRANCA DENTRO DE ÔNIBUS COLETIVO.


Na noite deste domingo, dia 22, a equipe do ROPE (Ronda Operacional) realizava patrulhamento preventivo e de rotina, dentro do terminal de ônibus, do Conjunto Marcos Freire II, quando observaram dois indivíduos em atitude suspeita dentro de um ônibus da linha, 020 - Piabeta/DIA.

Os GMs convidaram os suspeitos a descer do veículo para realizar busca pessoal. Neste momento, um dos elementos suspeitos, escondeu uma arma branca no assento onde estava.

Graças o trabalho eficiente da GMS foi possível encontrar a faca. Logo depois, os suspeitos foram encaminhados para a 3° DEPLAN e entregues para as autoridades competentes para aplicação das medidas cabíveis.

Fonte: Ascom GMS

BPRp PRENDE TRAFICANTE DE ENTORPECENTES NO BAIRRO PONTO NOVO.


A Polícia Militar do Estado de Sergipe, por meio do Batalhão de Polícia de Radiopatrulha (BPRp), prendeu na madrugada desse domingo, 22, Paulo Roberto Barbosa dos Santos por tráfico de entorpecentes, no bairro Ponto Novo, em Aracaju.

A guarnição Leão 82 realizava patrulhamento ostensivo na região, momento em que visualizou um individuo em atitude suspeita. Os militares efetuaram a abordagem e imediatamente localizaram em posse do suspeito, três pinos de cocaína e a quantia de R$ 81,00 em notas diversas.

Após varredura minuciosa nas proximidades do local onde o suspeito fora abordado, os PMs encontraram sob um balde de lixo, uma bolsa contendo mais 24 pinos de cocaína, 147 papelotes de maconha e 140 pedras de crack, devidamente embalados para comercialização.

O acusado foi encaminhado à Delegacia Plantonista Sul e autuado em flagrante por tráfico de drogas.

Fonte e foto:  PMSE

SUSPEITO DE ESTUPRAR ESPOSA USA CELULAR DENTRO DA CELA.

Conduta comporá o inquérito que será instaurado contra acusado

Acusado está alojado sozinho em cela na 2º Delegacia Metropolitana (Foto: Arquivo Infonet)

O advogado José Cássio Santos, acusado de estuprar e agredir sua esposa, no dia 15 de janeiro em Ribeirópolis está preso preventivamente na 2º Delegacia Metropolitana. Ele teria utilizado o celular dentro da cela, onde está detido desde o último dia 20.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) confirmou a informação e afirmou que a questão envolvendo o aparelho irá compor o inquérito instaurado contra o acusado pela Delegacia Especial de Proteção à Mulher (Deam).

O suspeito está alojado em uma cela comum, sem a companhia de outros presos. Não há delegacias especiais no estado. A assessoria de comunicação da Secretaria de Estado da Justiça e Defesa do Consumidor informou que, diante da alta demanda do sistema prisional, seria inviável a transferência de vários presos para que um ficasse alojado sozinho.

Ainda segundo o órgão, o diretor do Departamento do Sistema Prisional (Desipe), Agenildo Machado conversa com Alessandro Vieira, delegado geral da Polícia Civil para que o acusado permaneça alojado na 2º Delegacia Metropolitana.

Fonte:  Infonet (Victor Siqueira e Jéssica França)

3ª CIA/5º BPCom ESTOURA DESMANCHE E RECUPERA VEÍCULO ROUBADO.


A Polícia Militar do Estado de Sergipe, por meio da 3ª Companhia do 5º Batalhão de Polícia Comunitária (3ª Cia/5° BPCom), recuperou na sexta-feira, 20, no Povoado Sobrado, no Loteamento Santa Cecília, em Nossa Senhora do Socorro, mais um veículo com restrição de roubo.

Durante a manhã, o veículo Toyota Etyos Sedan, de placas QKO-6239, foi roubado em Aracaju. Instantes após, a 3ª Cia/ 5º BPCom recebeu informe sobre um carro similar que estava no Complexo Jardim, e imediatamente acionou as viaturas para efetuar diligências na região.

Por volta das 14h, as guarnições Gavião 01 e 02 foram acionadas novamente para se deslocar até a estrada que dá acesso ao Motel Eros, próximo à BR-235, onde, numa chácara, quatro homens escondiam o veículo Etyos roubado pela manhã, segundo denúncia. Diante das informações, os PMs entraram na propriedade e conseguiram prender quatro suspeitos, sendo um maior de idade e três adolescentes.

No local, também foi recuperado o veículo roubado e apreendida uma arma de fogo. A ocorrência foi encaminhada à 7ª Delegacia Metropolitana pelos cabos Jussiê e Alberto e os soldados Gonzaga e Cosme, onde as medidas cabíveis foram tomadas.

A 3ª Cia/ 5º BPCom, além de receber informações do 190 ou 181, também disponibiliza um telefone para denúncias (99146-5528), com o intuito de prender quadrilhas que atuam na região dos conjuntos Parque dos Faróis, Jardim e adjacências. A ajuda da população é fundamental, denuncie.

Chácara

A chácara onde o veículo foi encontrado é palco de festas com vários paredões e há a suspeita de que o espaço esteja sendo utilizado constantemente como esconderijo e desmonte de veículos roubados. Diante dos fatos, a situação será apurada pela Polícia Civil.

Fonte e foto: PMSE

SEJUC PEDE AO TJSE QUE INCENTIVE AOS JUÍZES A UTILIZAÇÃO DE TORNOZELEIRAS ELETRÔNICAS EM PRESOS PARA CONTRIBUIR NA REDUÇÃO DA SUPERLOTAÇÃO CARCERÁRIA.


Na nota a Sejuc diz ainda que “também solicitamos ao Tribunal de Justiça que incentive os juízes a utilizarem as tornozeleira eletrônicas, justamente para diminuir o fluxo de entrada de pessoas no sistema. Já temos as audiências de custódia e essa semana, quatro das que foram presas em flagrante não foram encaminhadas para o sistema e responderão ao processo em liberdade. Essas são medidas importantes que contribuem para redução da superpopulação carcerária”.

Fonte:  iSergipe (Habacuque Villacorte)

POLICIAIS DO GATI PRENDEM HOMEM QUE SE PASSAVA POR POLICIAL.


Policiais militares do Grupo de Ações Táticas do Interior  (GATI), prenderam em flagrante neste domingo (22), Vagner Santana Pereira, por estar postando simulacro de arma de fogo.

Os Policiais do GATI realizavam patrulhamento ostensivo nas imediações do conjunto Lourival Batista, quando observaram um indivíduo em atitude suspeita, e ao proceder a abordagem foi encontrado um simulacro de pistola 24/7 com dois carregadores.

Segundo populares o indivíduo se passava por policial militar. Ele foi preso em flagrante, bem como os objetos foram apreendidos e encaminhados à delegacia para providências que o caso requer.

As informações são do Gati

Fonte:  Faxaju

ARACAJU: EM MENOS DE 1 MÊS, 3 PROMESSAS VÃS. PREFEITO NÃO CUMPRE O QUE PROMETEU.

Sem palavra


A maioria da classe política, independente de partido, vive hoje de palavras jogadas ao vento. Na campanha prometem tudo e depois acreditam no esquecimento do eleitorado, e, em alguns casos, tentam deturpar o que prometeram dizendo que “não foi bem assim”, ou cumpriram.

Em Aracaju, em menos de um mês, o prefeito Edvaldo, conseguiu a proeza de jogar ao vento três promessas: a da revogação do IPTU (não revogou e ainda reajustou), o do contrato emergencial do lixo que disse que faria a licitação, mas já anunciou que fará outro emergencial em março e agora o salário dos servidores que pagaria em janeiro.

“Nós vamos pagar os salários dos servidores em janeiro”. A declaração de Edvaldo em Gilmar Carvalho foi quando questionado sobre o que receberia de atraso. O salário de dezembro, ou o servidor pega emprestado (nas redes sociais o sec. da fazenda do município Jeferson Passos, está sendo chamado de Jeferson “Parcelinha” porque levou a ideia do governo estadual para a Prefeitura)
e o salário de janeiro acabará o pagamento no dia 07 de Fevereiro.. Nem a promessa que pagaria os salários dele em dia será cumprida.

E pelas redes sociais alguns assessores do prefeito vêm com a desculpa que tem apenas 20 dias. Esquecem que ele sabia da realidade e assumiu as promessas. O vídeo deste edição é a prova maior. 



Descumprimento da palavra dada rima com desrespeito. Edvaldo, assim como a maioria dos políticos, desacata a sociedade. Mostra que a palavra e a promessa dada não valem mais nada.

O pior de tudo é ir para a imprensa e anunciar que cumpriu a promessa e que pagará o salário em dia. Pagar o salário em dia não é pagar no dia 07 do mês posterior.

Pelo jeito o “mimimi” está apenas iniciando e a falta de respeito será a tônica em Aracaju nos próximos anos.

Prefeito não explica o que a Prefeitura pagará de juros aos bancos
E um detalhe que o TCE precisa questionar a Prefeitura de Aracaju. Quais os juros que serão pagos ao Banese e a Caixa para os servidores que aderirem ao empréstimo para recebimento do salário de dezembro? Todos sabem que os juros bancários estão altíssimos e a Prefeitura terá um sério prejuízo. Com a palavra o TCE.

Fonte:  Blog do jornalista Cláudio Nunes

domingo, 22 de janeiro de 2017

TRIUMPH 800 XCx PASSA A SER MOTO DA POLÍCIA MILITAR DE SÃO PAULO.

Foram entregues 86 unidades com sirene, porta-cacetete e baú. Todas vêm com motor de 3 cilindros, de 95 cv, entre uma série de outros itens


Divulgação
Triumph Tiger 800 XCx vem com motor de 800 cc de cilindrada, de três cilindros e 95 cv de potência

A Polícia Militar de São Paulo recebe 86 unidades da big trail Tiger 800 XCx , fabricadas pela marca inglesa Triumph. As novas motos serão usadas por policiais da Rocam, divisão de rondas sobre duas rodas. Todas foram devidamente preparadas para serem usadas na corporação e receberam itens como sirene, porta-cacetete e baú.

O modelo que venceu licitacão pública e será usado pela PM equipado com motor de 800 cc de cilindrada, 3 cilindros, 95 cv e bons 8, 05 kgfm de torque. Além disso, conta com grande curso de suspensão e uma altura livre do solo suficiente para superar obstáculos pelo caminho. Ainda na lista de equipamentos, as motos também vêm com controle de tração e seletor do modo de condução.  

 Fonte:  IG

INCOMPETÊNCIA DO ESTADO: EM ALCAÇUZ, PRESOS CONTROLAM CHAVES DOS PAVILHÕES E ATÉ ENTRADA DE COMIDA.

Detentos do presídio de Alcaçuz controlam cadeia desde rebelião em março de 2015
Foto:  Beto Macário/UOL

Todos os dias, a empresa contratada para fornecer alimentação aos cerca de 1.300 detentos deixa as quentinhas na portaria da penitenciária de Alcaçuz. Naquele momento, agentes chamam um preso, conhecido como "pagador", que tem um carrinho já preparado para levar os alimentos aos colegas. Sim, são os presos que distribuem a comida entre si --podendo decidir, inclusive, quem se alimenta.

Essa é só uma das rotinas que mostram o domínio dos presos na penitenciária de Nísia Floresta (na Grande Natal), onde, no dia 14 de janeiro, houve um massacre com pelo menos 26 mortes de detentos. 

O UOL ouviu por uma semana relatos de agentes, presos, advogados e autoridades sobre como era o presídio antes do massacre. 

Em março de 2015, uma rebelião destruiu quatro dos cinco pavilhões. Desde então, os agentes não entram mais na unidade para serviços.
"Quem é que entra com os presos todos soltos para entregar comida? Isso ocorre por falta de segurança. Sem contar que isso não é nosso serviço. Nossa missão é manter a ordem e a segurança na unidade. Os presos que estão lá ganham remissão de pena pelo serviço", explica a presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Rio Grande do Norte, Vilma Batista. 

Segundo ela, há um número reduzido de agentes de plantão: antes do massacre do dia 14, eram seis na escala. Agora, com o agravamento da crise, esse número subiu.

Ela conta ainda que os agentes têm um limite de acesso. "Os presos estão soltos, e a gente não tem acesso às áreas. Só quando vem reforço é que a gente faz uma intervenção. O limite de acesso é antes do portão", afirma.

Isso interfere também quando há necessidade de um advogado conversar com um preso. "Quando precisamos conversar com um preso, vamos até um guichê de atendimento. Lá, vou a um agente do administrativo, que procura saber em que pavilhão ele está. Você pega esse papel e leva a um agente, que chama um preso chaveiro geral. Ele pega o papelzinho, vai correndo ao pavilhão e, quando chega nas proximidades, chama outro preso chaveiro, que no pavilhão começa a gritar para chamar o preso", conta o advogado e coordenador estadual do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais, Gabriel Bulhões. 

"Ele vem, então, até a porta do pavilhão, e o chaveiro abre e o tira. Então, vem com o outro chaveiro até o rol de Alcaçuz, quando ele deixa o complexo", complementa.

Os presos pagadores são jurados de morte por outros detentos por prestarem serviço ao Estado. Por isso, eles ficam em outra acomodação separada.

Ações fracassadas

A versão de que os presos estão soltos é confirmada pelo Estado, Ministério Público e Justiça. O juiz da Vara de Execuções Penais de Natal, Henrique Baltazar afirma que o Estado até tentou reconstruir o que houve de destruição, mas fracassou.

"Em março de 2015, quando houve as grandes rebeliões, o Estado disse que ia reconstruir, gastar R$ 8 milhões. Deixei claro que era dinheiro jogado fora, porque iam quebrar tudo de novo. Colocar grades em cela que cabiam oito, mas tinha 20? Era óbvio que iam arrebentar. O dinheiro foi quase todo perdido. Se for recuperar agora, vai acontecer o mesmo", disse.

Com os presos no controle, o MP (Ministério Público) acredita que houve um fortalecimento das facções.

"Já faz 22 meses que tivemos a pior rebelião de Alcaçuz. Tudo foi quebrado, apenas o pavilhão 5 era inteiro --e agora é o mais depredado. Desde março de 2015 que está tudo fora de controle nos demais pavilhões, que os presos ficam soltos e não se recolhem as celas. Assim, as lideranças do crime exercem sua ditadura sobre os demais presos. Se não resolvermos isso, não resolveremos o problema", afirma o Procurador-Geral de Justiça, Rinaldo Reis.

Lá dentro, segundo apurou o UOL, presos de facções cobram "mensalidades". O PCC, por exemplo, cobra valores e faz rifas rotineiras com intuito de arrecadar fundos. Já o Sindicato do Crime tem um "caixa", em que cada detento ligado a ela é obrigado a pagar R$ 50 mensais.

Problemas estruturais
O pesquisador e coordenador do Obvio (Observatório da Violência Letal Intencional), ligado à Universidade Federal Rural do Semi-Árido, Ivênio Hermes, explica que além dos problemas causados pelo domínio dos presos, há outros estruturais que tornam ainda mais difícil a existência da unidade.

O presídio é dividido em cinco pavilhões, sendo que o último deles, o 5, é independente e chamado de penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga. Mas o prédio fica dentro do complexo, separado de outros pavilhões apenas por um portão --que foi destruído no sábado. Ele abrigava pessoas do PCC (Primeiro Comando da Capital).

"Alcaçuz tem 10 guaritas, mas apenas nove funcionam. Dessas, só cinco estão sendo utilizadas porque as outras não possuem condições de um homem subir. E elas não se comunicam entre si. Os guariteiros [policiais que ficam nas guaritas] não podem caminhar pelo muro para fazer a segurança do perímetro. Há um ponto cego, onde não há guarita, e faz com que uma parte inteira do presídio seja local de fugas", explica.

Além disso, o projeto executado seria diferente daquele pensado no início. Um exemplo foi a localização da obra, construída sob dunas móveis. Em 1998, conta uma moradora da região, o local onde Alcaçuz foi erguido era o ponto mais alto da região. Hoje, há várias outras dunas mais altas, que permitem a visão completa da penitenciária.

"O piso não é de concreto, e assim é fácil fazer escavações. Os pavilhões são de alvenaria, tijolo, que são facilmente quebráveis. Não há como fixar grades corretamente. Sem contar que um dos lados fica muito próximo da comunidade e permite que pessoas lancem para dentro qualquer material", explica Hermes, que também é engenheiro civil.

Um muro provisório será construído com contêineres, dentro de Alcaçuz, para manter separados presos de facções rivais
Foto:  Beto Macário/UOL

Ações do governo

A principal ideia do governo para acabar com a guerra de facções --até a construção de novos presídios-- é erguer um muro para separar os detentos de grupos opostos. A obra teve início nesse sábado (22).

O governador Robinson Faria (PSD) afirmou que não tem como meta reformar Alcaçuz e pretende acabar com a unidade após a construção dos três presídios previstos.

Já sobre a falta de pessoal, o governo anunciou que vai contratar 700 agentes penitenciários provisórios. A medida, porém, é criticada pelo sindicato da categoria, que planeja uma greve em protesto contra a medida.

Fonte:  UOL Notícias (Carlos Madeiro)

sábado, 21 de janeiro de 2017

BELÉM/PA REGISTRA OITO MORTES APÓS ASSASSINATO DE POLICIAL MILITAR.

Os crimes são investigados pela Divisão de Homicídios da Polícia Civil, que ainda não sabe informar se há relação entre os casos


A cidade de Belém registrou ao menos oito mortes na noite de terça-feira (4), de acordo com a Polícia Civil. As mortes ocorreram após o assassinato de um cabo à paisana da Rotam (Ronda Ostensiva Tático Motorizado), no bairro Guamá.

Quatro das oito vítimas foram mortas no bairro Terra Firme. O restante foi morta nos bairros Marco, Guamá, Jurunas e Sideral. Na madrugada desta quarta (5), os mortos ainda não tinham sido identificadas.

Os crimes são investigados pela Divisão de Homicídios da Polícia Civil, que ainda não sabe informar se há relação entre os casos.

O comando geral da Polícia Militar acionou a corregedoria da corporação para investigar denúncias relativas aos crimes. Entre a noite de terça e esta madrugada, internautas postaram mensagens de apoio e de críticas em redes sociais dizendo que as mortes ocorreram em confrontos entre policiais e criminosos.

Entre as mensagens de apoio estão: "aparentemente mataram o cabo da Rotam. E esse batalhão não tolera nada, são cruéis mesmo e estão certos", "segundo áudios, todos da Rotam estão na rua, e vão achar o "vagabundo" que matou o cabo".

Mas há aqueles que criticam: "mataram um cabo da rotam importantíssimo aqui, aí os cara se revoltaram e tão saindo matando todo mundo".

O comandante geral da PM, coronel Daniel Mendes, também acionou o gabinete interinstitucional para monitoramento e controle da situação.

Em nota oficial, as polícias militar e civil disseram que vão apurar as mortes e as informações desencontradas e "sem qualquer fundamento" espalhadas nas redes sociais.

Segundo as corporações, também serão identificados "os responsáveis pela disseminação e compartilhamentos de informações inverídicas que acabaram por gerar um ambiente de preocupação na população sem qualquer correspondência com a realidade."

Morte policial

O cabo Antônio Marco da Silva Figueiredo, 43, da Rotam, foi morto a tiros, no bairro Guamá, em Belém, por volta das 19h.

A vítima, que estava à paisana, voltava de carro para casa quando parou no cruzamento da Passagem Monte Sinai com a avenida Augusto Corrêa.

Segundo a Polícia Militar, homens em duas motos e um Honda Civic cercaram o carro do policial, dispararam vários tiros e fugiram. Ele não teve tempo de reagir.

Figueiredo foi atingido por ao menos três tiros e morreu no local, segundo a PM.

A PM não soube informar se o policial estava sofrendo algum tipo de ameaça.

Fonte:  Folhapress

POR QUE O AVIÃO QUE LEVAVA TEORI FOI PESQUISADO 1.885 VEZES NO DIA 03 DE JANEIRO?

Foto de aeronave envolvida no acidente fatal em Paraty (RJ) foi acessada milhares de vezes em site de aviação internacional; ministro do Supremo Tribunal Federal era relator dos processos da Lava Jato na Suprema Corte

Reprodução
Site JetPhotos indica que o avião que levava Teori Zavascki foi consultado 1.885 vezes no dia 3 de janeiro

Dezesseis dias antes do acidente que matou o ministro Teori Zavascki, do STF (Supremo Tribunal Federal), a foto do avião que caiu na quinta-feira (19) em Paraty, no Rio de Janeiro, foi consultada 1.885 vezes no site JetPhotos, que reúne grande banco de imagens de aeronaves de todo o planeta. O que poderia explicar esse número alto de busca? Isso ainda terá que ser investigado.  Clique aqui para ver o pico de buscas pela aeronave.

O número de visualizações da imagem do avião com o qual Teori caiu em Paraty, por si só, não significa muita coisa, mas o que chama atenção, porém, é a comparação com os dias anteriores: entre os dias 20 de dezembro do ano passado e 2 de janeiro deste ano, a procura foi significativamente inferior – somente cinco acessos. No dia 3 de janeiro, um inexplicável ‘boom’: 1.885 consultas.  De 4 de janeiro até ontem, nenhum acesso. 

A pergunta que fica é: por que a foto da aeronave teve tantos acessos pouco mais de duas semanas antes do acidente? Quem estaria tão interessado em saber mais sobre o avião em que viajaria o ministro relator das ações da Operação Lava Jato no STF? 

Uma coisa é certa: Teori era conhecido pelo seu notório saber jurídico e por não ceder a pressões de partes interessadas em processos por ele julgado. Portanto, certamente tirava o sono de muita gente com culpa no cartório. Em maio do ano passado, vieram a público áudios de gravações de conversas telefônicas entre o ex-ministro Romero Jucá (PMDB-RR) e o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado . Nos diálogos, eles comentam a necessidade de uma aproximação com o ministro do STF, mas em seguida ponderam que o jurista era um “cara fechado”.

Acrescente-se a isso o fato de que o ministro iria começar em fevereiro a examinar os depoimentos prestados por delatores da Odebrecht que citam dezenas de políticos de grande relevância, sejam eles ligados ao governo ou à oposição. Em maio de 2016, Francisco Zavascki, filho do ministro, publicou no Facebook que sua família estaria recebendo ameaças.

Polícia Federal responde

Por meio de sua assessoria de imprensa, a PF (Polícia Federal) evitou fazer comentários sobre o alto número de visualizações da foto do avião acidentado.

“Com relação ao caso do acidente aéreo de Teori Zavascki, temos somente a informação de que a PF abriu o inquérito para investigação. Não temos informações sobre a busca pela foto no site”, diz o texto. A corporação afirma também que “não fornece informações sobre as investigações, em especial neste caso que está sob sigilo”.

Fonte: Último Segundo/IG

REBELIÃO EM PRESÍDIO DE PERNAMBUCO DEIXA 1 DETENTO MORTO E 13 FERIDOS.


Detentos do Presídio de Santa Cruz do Capibaribe, no agreste de Pernambuco, promoveram um motim na manhã de hoje (21). De acordo com a Secretaria Executiva de Ressocialização (Seres), a rebelião deixou um morto e 13 feridos. O tumulto já foi controlado, com a atuação da Polícia Militar e apoio de agentes penitenciários.

Ainda não há informação sobre os motivos do motim, iniciado às 6h e contido quatro horas depois. A Seres informou que abrirá uma sindicância para apurar o caso, mas a suspeita é que o tumulto foi iniciado durante revistas de rotina.

Enquanto os presos se rebelavam dentro do presídio, famílias buscavam informações e os ânimos se exaltaram do lado de fora. Na confusão, um policial militar foi ferido por uma pedrada.

O presídio de Santa Cruz do Capibaribe foi construído em 2015 com capacidade para 186 detentos em 22 celas. Atualmente, o local abriga 455 presos.

Fonte:  Agência Brasil

A SEGURANÇA E SUAS PERSPECTIVAS NADA ANIMADORAS.

Presidente do Sindicato dos Policiais Federais do RN (Sinpef) escreve sobre o que pensa sobre a gestão de segurança no país e no RN neste ano.


O início de mais um ano em nossas vidas nos faz, naturalmente, olhar em perspectiva para todas as forças que incidem sobre a sociedade, de tal modo que sejamos capazes de tentar prever, minimamente, o que ocorrerá em nossas vidas.

No específico caso do sistema de segurança pública, o impacto sobre a sociedade tem se mostrado muito marcante, seja pela natural falta de amparo que se abate sobre as ruas de nosso País, seja pelo alto custo, com o qual toda a sociedade tem arcado, para garantir um direito elementar que deveria ser garantido pelo Estado.

A crise penitenciária que foi debelada recentemente é apenas uma pequena parte desse sistema que há tempos vem se mostrando incompetente para cumprir o seu mister de ofertar proteção à população.

O Brasil continua em rota de colisão com o mundo desenvolvido e até com países mais próximos, como o Chile e a Colômbia, que tiveram coragem e vontade política para implementar reformas efetivas e eficazes, propiciadoras de consideráveis resultados.

Na contramão, o nosso País teima em manter um sistema cada vez mais burocrático, contraproducente e ultrapassado de ação policial, muito pela atuação meramente corporativa de algumas “castas” que se alojaram em suas polícias, tais como os delegados de polícia. Como resultado disso, ao povo brasileiro continua a viver em um clima contínuo de aumento de insegurança pública em todas as partes do País.

O excesso de desnecessária burocracia no processo investigativo, nas polícias Civis e Federal, tem provocado uma ineficiência do Estado em evitar que as facções criminosas continuem a manter um contínuo fluxo de riqueza que só as tem tornado cada vez mais fortes. Aliado a isso, a natural lentidão da persecução criminal do país tem colaborado fortemente com o aumento efetivo da criminalidade.

É preocupante e estarrecedor ver os dados da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, que afirma que 40% da população carcerária brasileira sequer foi julgada pelo crime que justificaria a sua prisão. Como se não bastasse, o mesmo órgão afirma que 20% dessa população está presa, sem ter sido julgada, por um período de tempo maior que a pena que seria resultante de seu pretenso julgamento e eventual condenação.

Nos últimos anos, o Brasil tem sido pródigo em criar leis e procedimentos que, com o explícito fito de “valorizar” categorias componentes dos órgãos de segurança pública, prejudicam sobremaneira a atuação das polícias, em especial a Civil e a Federal. O maior exemplo é a insistência na manutenção do inquérito policial, um procedimento ultrapassado e improdutivo, já foi abolido na maior parte do mundo, mas persiste no Brasil, burocratizando a investigação policial e retardando enormemente a atuação das polícias.

Enquanto isso, o custo Brasil só se tem elevado. Uma prova clara disso é que o empresariado nacional tem sido obrigado a contratar vigilantes extras para seus estabelecimentos e, por conseguinte, repassado tais custos aos preços de seus produtos, como se não bastasse a já exorbitante carga tributária  que somos obrigados a suportar.

Como alternativa para o caos nessa área, os operadores dos vários órgãos, inseridos nesse contexto tem sugerido uma profunda reforma na persecução criminal no Brasil, começando pelas atuações das Polícias, com a adoção de políticas simples e eficazes, tais como adoção do ciclo completo de polícia, a abolição do inquérito policial com a adoção de reles relatório policial dos fatos investigados, ao Ministério público para que o mesmo apresente a denúncia à justiça, adoção de processo investigativo fortemente baseado em procedimento científico e a valorização de todos os policiais dos órgãos de segurança pública.

Por fim, enquanto os Gestores Públicos, do Brasil e do Rio Grande do Norte, estiverem adotando reles medidas paliativas em uma área tão sensível e importante quanto à segurança pública, as perspectivas para o ano que se inicia, e os que virão, infelizmente não serão nada animadoras. O que implica dizer que continuaremos a conviver com o medo, a incerteza e a barbárie, a todo o momento, batendo à nossa porta.

Fonte:  Potiguar Notícias (José Antônio Aquino)

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

AMESE E ASIMUSEP REALIZAM REUNIÃO COM REPRESENTANTES DA OAB/SE PARA CRIAÇÃO DE GRUPO DE DEFESA DOS DIREITOS DOS OPERADORES DA SEGURANÇA PÚBLICA.





Na tarde desta sexta-feira, dia 20, a AMESE (Associação dos Militares do Estado de Serigpe), representada pelo assessor jurídico Dr. Márlio Damasceno, e a ASIMUSEP (Associação Integrada de Mulheres da Segurança Pública em Sergipe), representada pelo sua presidente Sargento Svetlana, estiveram reunidas na sede da AMESE, com a representante da Comissão de Direitos Humanos da OAB/SE, Drª. Pâmela Salmeron e a Drª. Valdilene Oliveira Martins, da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, com o objetivo de criar um grupo de defesa dos direitos dos operadores de segurança pública no Estado de Sergipe.

O Dr. Márlio Damasceno fez questão de destacar que é de suma importância a criação de tal grupo junto a Comissão de Direitos Humanos na OAB/SE, principalmente por atuar como advogado na área militar, onde muitas vezes os militares (policiais e bombeiros militares) são vilipendiados dos seus direitos constitucionais, por um regulamento arcaico e um militarismo opressor, bem como, as condições de trabalho que são dadas à classe militares, bem como, a outros operadores da segurança pública como policiais civis, agentes prisionais e guardas municipais.

As representantes da OAB/SE mostraram bastante solícitas e interessadas na criação do grupo de defesa dos operadores da segurança pública e ficaram de ter uma reunião com o presidente da OAB/SE, Dr. Henry Clay, com o objetivo de implementar o mais rapidamente possível tal grupo, que receberá denúncias sobre condições de trabalho, perseguições, assédio moral e sexual, dentre outras.

Matéria e fotos do blog Espaço Militar