sexta-feira, 17 de abril de 2015

SEGURANÇA PÚBLICA: ESTRESSE E MEDO ATACAM POLICIAIS.

Estresse, medo e uma arma na mão.


Em momentos de grande perigo, alguns PMs ficam sem ação e colocam vidas em risco. Núcleo de psicologia da PM atendeu 11 mil homens ano passado.

Os disparos pesados de fuzis, metralhadoras e pistolas não cessavam em direção aos policiais militares num dos becos do Complexo da Maré, em Bonsucesso. Eram pelo menos 20 bandidos contra os oito PMs, que tinham que resistir até a chegada de reforço. Um dos policiais avançou, enquanto outro deveria lhe dar cobertura, atirando. Mas algo aconteceu àquele segundo PM: ficou estático, arma em punho, sem esboçar qualquer reação. "Colou as placas", disse um oficial, para explicar o sintoma de elevado grau de estresse que paralisou o soldado naquele momento.

No jargão policial, "colar as placas" significa fraquejar, ter medo quando não se consegue reagir a um ataque ou recuar diante de uma operação de alto risco. "Os colegas zombam dele, já que um homem nesse estado coloca a vida da equipe inteira em perigo e compromete toda a ação", afirma um coronel, que já teve problemas desse tipo em sua tropa.

Criado em 2002, o Núcleo Central de Psicologia, que funciona na Diretoria Geral de Saúde, no quartel-general da corporação, no Centro, atendeu no ano passado 11 mil dos aproximadamente 40 mil servidores da PM, através de rede que atua em todas as unidades hospitalares e operacionais do estado. Todos tinham algum sintoma de estresse. À beira de um ataque de nervos, os policiais, que enfrentam bandidos bem armados e cada vez mais audaciosos, são vítimas constantes desse mal que desequilibra a técnica do militar, adquirida em anos de treinamento.

"Para exercer a profissão, o policial sempre carrega uma dose de estresse em sua bagagem emocional. Mas deve ser apenas o necessário, não uma sobrecarga que afete seu desempenho e faça com que o risco de sua atividade se torne um perigo constante para a sua vida e as de seus companheiros", analisa a tenente PM Lilian Avilez, psicóloga que coordena o núcleo.

Policial passa a maior parte do tempo sobressaltado

O presidente da Associação de Cabos e Soldados da PM, Vandelei Ribeiro, considera essencial um acompanhamento psicológico para os militares: "Eles desempenham função delicada. E a ousadia desses criminosos, nesses confrontos freqüentes, aumenta o estresse."

Sentindo o peso da tensão a cada plantão, um policial do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv), que não quis se identificar temendo represálias, afirma que cumprir a carga horária das 18h até as 6h, nos eixos das linhas Vermelha e Amarela, na entrada do Complexo da Maré, é um dos fatores do desgaste psicológico da equipe. "A queda de produtividade não é só física. Chega uma hora em que diminuem os reflexos, embaça a visão e a energia desaparece. Qualquer coisa suspeita deixa a gente sobressaltado."

Fonte: O Dia

ATENÇÃO ASSOCIADOS DA AMESE PARA AVISO SOBRE FUNCIONAMENTO DA ENTIDADE E TROCA DE PLANTÃO DE ADVOGADO.


A AMESE avisa aos seus associados que em virtude do feriado de Tiradentes, a entidade não funcionará entre os dias 18 a 21 deste mês, reabrindo normalmente no dia 22.

Também avisa que o plantão da Drª. Paula Nikita, que ocorreria nesta sexta, dia 17, por motivo de audiência, foi transferido para o dia 22, das 14 às 17 horas.

Agradecemos a todos pela compreensão.

FILHO DE PM REFORMADO É MORTO EM RIBEIRÓPOLIS.

Vítima é alagoana e estaria em processo de mudança

O alagoano Rose Valdo Francisco de Souza, 57, foi assassinado a tiros na noite da quinta-feira, 16, na cidade de Ribeirópolis, em Sergipe. De acordo com os primeiros levantamentos da Polícia Militar de Sergipe, Rose Valdo é alagoano, filho de um policial reformado pelo Estado de Alagoas, e estaria em processo de mudança para fixar residência em Ribeirópolis.

Rose Valdo já estava morando com o pai e estava aguardando a mudança da esposa, que deveria chegar na cidade sergipana nesta sexta-feira, 17, conforme informações do cabo Ronivaldo Vieira, da 3ª Companhia do 3º Batalhão da PM. Na noite da quinta, ele estava bebendo em um local próximo à residência quando foi surpreendido por alguns tiros e faleceu no local. A polícia recebeu informações revelando que a vítima seria usuária de drogas.

O crime foi registrado por volta das 19h30 na rua Francisco Telcio Souza, local bem próximo à Delegacia de Polícia da cidade. Há suspeita que os criminosos estariam em um veículo de pequeno porte de cor vermelha. As investigações serão conduzidas pela polícia civil.

Tentativa de homicídio

A equipe do 3º Batalhão da PM também registrou uma tentativa de homicídio no município de Frei Paulo. A vítima, um homem desconhecido, estava sem documentos. O crime aconteceu na madrugada desta sexta-feira, 17, dentro de um bar no povoado Mocambo.

A vítima foi atingida com um golpe de faca peixeira e o autor conseguiu fugir. O homem ferido foi socorrido e encaminhado para um hospital. De acordo com informações da equipe da PM, o estado de saúde da vítima é considerado crítico.

Fonte:  Infonet

quinta-feira, 16 de abril de 2015

CCJ APROVA REPASSE DE BENS APREENDIDOS PARA FUNDO DE SEGURANÇA PÚBLICA.

Serão repassados os bens que possam ser utilizados no combate ao crime

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou há pouco proposta que repassa ao Fundo Nacional de Segurança Pública bens, direitos e valores que sejam apreendidos pela Polícia Federal ou por outros órgãos federais como fruto de contrabando ou descaminho e que possam ser usados no combate ao crime. O fundo tem como objetivo apoiar projetos de todos os entes federados na área de segurança pública e de prevenção à violência. Pelo texto aprovado, de autoria do relator, deputado Felipe Maia (DEM-RN), antes de integrarem os recursos do fundo os materiais precisam ter o perdimento decretado pela Justiça Federal ou por órgão fazendário.

Maia decidiu alterar a proposta original – Projeto de Lei 2505/00, do deputado Lincoln Portela (PR-MG) – para corrigir problemas de constitucionalidade. O texto original determinava que o perdimento do material apreendido se daria imediatamente, em favor do Ministério da Justiça, mesmo sem o devido processo jurídico legal.“Tanto o texto original como o substitutivo anteriormente aprovado pela Comissão de Relações Exteriores eliminavam a possibilidade de que o perdimento definitivo do bem pudesse ser discutido na Justiça”, observou Maia.

O relator também entendeu que a melhor maneira de repassar os bens e materiais apreendidos é por meio do Fundo Nacional de Segurança Pública (Lei 10.201/01- FNSP). Esse entendimento já constava do substitutivo proposto pela Comissão de Relações Exteriores. O projeto original previa que o material deveria ser colocado à disposição do Ministério da Justiça, ao qual caberia repassar 80% às secretarias de Segurança Pública dos estados e 20% à Polícia Federal.

Tramitação

A proposta ainda deve ser analisada pela comissões de Finanças e Tributação (inclusive quanto ao mérito); e pelo Plenário. Mas, em razão de urgência aprovada no dia 24 de março, poderá ser votada diretamente em Plenário.

Fonte:  Agência Câmara

E O SALÁRIO, Ó!

Enquanto distribui gordos cargos comissionados ...


Enquanto distribui gordos cargos comissionados com políticos e apadrinhados, o governo de Sergipe insiste em afirmar não ter recursos para reajustar os salários dos servidores. O secretário da Fazenda, Jeferson Passos, voltou a repetir ontem que as despesas com pessoal estão acima do limite prudencial e que, portanto, só pode falar em reajuste lá pra junho. Em outras palavras, quem realmente toca a máquina estatal continuará ganhando miséria, apertando o cinto, passando fome. Não há dinheiro para melhorar a vida dos coitados dos servidores justamente porque o governo desperdiça para agradar quem nada faz, como ex-prefeitos, que embolsam uma grana preta apenas para integrar a claque de puxa saco encarregada de aplaudir o chefe. Um absurdo!

Fonte:  Blog do jornalista Adiberto de Souza

Nota do blog:  Parabéns ao jornalista pelo brilhante comentário, pois só existe limite prudencial para aumentar o salário dos servidores, enquanto se distribui cargos de comissão com valores pomposos.

DEPUTADO FEDERAL CABO SABINO IRÁ DISCUTIR JORNADA DE TRABALHO DAS POLÍCIAS DO BRASIL.


O Requerimento de n° 21/2015 da autoria do Deputado federal Cabo Sabino, que trata sobre audiência pública que visa discutir a jornada de trabalho dos profissionais da segurança pública do Brasil foi aprovado por unanimidade na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado. O Deputado Cabo Sabino recebeu elogios de vários deputados pelo requerimento.

Fonte: Assessoria do Deputado Cabo Sabino

5 PROFISSÕES QUE POLICIAIS EXERCEM INDIRETAMENTE.


Muitos subestimam a complexidade da atividade policial. Consideram o policial como uma figura que aparece para intimidar potenciais autores de crimes, e, caso o crime seja flagrado, o policial se responsabiliza por transportar o infrator ao xadrez.

Mas o policial deve ser considerado muito mais que um espantalho ou mero transportador de preso. Na prática, acabamos realizando trabalhos bem distantes até mesmo da formação técnica oferecida pelo Estado.

Neste artigo vou descrever pelo menos 5 profissões que o policial acaba exercendo indiretamente durante o seu trabalho

#1. Psicologia

Muitas ocorrências são solucionadas com boas orientações e conselhos dos policiais. Outras tantas acabam bem porque o policial desconfia de uma mentira após analisar o gesto de um suspeito, por exemplo, e, após checar informações, encontra o autor de determinado delito.

Seja o sujeito em depressão que pretendia suicidar ou o casal que discute em via pública. Muitos são os beneficiários dos “policiais-psicólogos”.

#2. Assistência Social

O papel do Assistente Social é amparar pessoas que de alguma forma não têm total acesso à cidadania. Diariamente os policiais brasileiros lidam com inúmeras pessoas que se enquadram neste perfil. Ousaria dizer que nenhuma outra organização pública tem mais acesso a essa parcela da população que as polícias.

Infelizmente, no Brasil, o Estado geralmente só se apresenta aos setores menos favorecidos da sociedade através da presença policial. Assistir essas populações da forma que é possível acaba sendo uma atividade da polícia.

#3. Medicina

Vejam esses policiais militares do Distrito Federal fazendo um parto em plena via pública:
 

Fonte:  Abordagem Policial

IML DIFICULTA REALIZAÇÃO DE EXAME DE CORPO DE DELITO.

Vendedor ambulante tenta marca exame e não consegue

Vendedor ambulante agredido: dificuldades para exame de corpo de delito (Fotos: Portal Infonet)

O vendedor ambulante Andresson Peter Freire de Sena, 38, foi agredido fisicamente em Aracaju no domingo, 12, e até o momento não conseguiu marcar exame de corpo de delito. Ele revelou que foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) pela equipe da Delegacia de Turismo, que instaurou inquérito para investigar a ocorrência, mas já esteve no instituto por três vezes e os plantonistas responsáveis se recusam a marcar a data para a realização do exame solicitado pela autoridade policial.

A solicitação de exame de corpo de delito é um procedimento corriqueiro na fase do inquérito policial em ocorrências que envolvem agressões físicas. “Na primeira vez, eles disseram [atendentes do IML] que o delegado não precisava do exame de corpo de delito para abrir o inquérito policial e que eu podia voltar pra Delegacia para prestar o depoimento”, conta o vendedor.

O vendedor voltou para a Delegacia de Turismo e se confrontou com outra realidade. “Na delegacia, o escrivão disse que o exame era necessário e que eu precisava entregar pelo menos um documento que constasse a data que o exame seria realizado. Eu voltei e eles [funcionários do IML] disseram que não tinham como liberar este documento nem como marcar a data do exame. Disse isso de novo da Delegacia, eles mandaram eu voltar, eu voltei e nada. Agora, tô aqui esperando alguém me ajudar”, revelou.

O vendedor ambulante foi agredido no domingo na porta da casa de um amigo, na Coroa do Meio, em Aracaju, após uma confusão. Ele já identificou o agressor. “Quero que ele pague pelo que fez”, diz. Na segunda-feira, 13, a vítima prestou Boletim de Ocorrência na Delegacia de Turismo e foi pela primeira vez no IML na terça-feira, 14.

O Portal Infonet tentou ouvir a versão da Secretaria de Estado da Segurança Pública, mas não obteve êxito. A assessoria de imprensa informou que só tinha condições de prestar maiores esclarecimentos mais tarde, após uma coletiva de imprensa que já estava marcada. O Portal Infonet permanece à disposição. Informações podem ser enviadas por e-mail jornalismo@infonet.com.br ou por telefone (79) 2106 – 8000.

Fonte:  Infonet (Cássia Santana)

BANDIDOS EXPLODEM CAIXAS DO BANCO DO BRASIL NO INTERIOR SERGIPANO.

Bandidos furam pneus de viatura da PM e fogem

Explosão deixa agência parcialmente destruída (Fotos: PM)

Quatro homens explodiram os caixas eletrônicos de uma agência do Banco do Brasil na cidade de Campo do Brito. O crime foi registrado por volta das 2h da madrugada desta quinta-feira, 16. Antes de cometer o crime, os bandidos furaram os pneus de uma viatura da Polícia Militar que estava estacionada na porta do Destacamento de Campo do Brito para dificultar a reação dos policiais que estavam de plantão na unidade.

De acordo com informações do tenente-coronel Reinaldo Chaves, comandante do 3º Batalhão da PM, a equipe de Itabaiana prestou apoio à unidade, mas não conseguiu localizar os suspeitos, que fugiram em um veículo de pequeno porte, de cor prata. Há suspeita que eles teriam seguido em direção do município de Lagarto.

A agência ficou parcialmente destruída. A superintendência do Banco do Brasil em Sergipe já foi comunicada sobre a ocorrência, mas ainda não há informações sobre o montante de dinheiro roubado da agência.

Os policiais da região continuam mobilizados na tentativa de encontrar pistas que identifiquem os criminosos.

Policiais de Itabaiana dão apoio à equipe local

Fonte:  Infonet (Cássia Santana)

quarta-feira, 15 de abril de 2015

AMESE OFICIA SECRETÁRIO DE SEGURANÇA SOLICITANDO PROVIDÊNCIAS NO SENTIDO DE RESOLVER PROBLEMAS ESTRUTURAIS NO CISP DE SALGADO.

Nesta quarta-feira, dia 15, a AMESE protocolou ofício ao Secretário de Segurança Pública Dr. Mendonça Prado, solicitando providências no sentido de resolver problemas estruturais no CISP (Centro Integrado de Segurança Pública) de Salgado, onde as instalações elétricas apresentam sérios problemas, principalmente na questão da iluminação externa, deixando a área numa escuridão, causando problemas à segurança dos profissionais de segurança pública que labutam no citado CISP.

Outro fato detectado é que o PVC da cozinha apresenta sérias infiltrações quando chove, face a calha d'água não suportar a vazão, transbordando água pela parede, passando inclusive pela fiação elétrica, o que poderá ocasionar um curto-circuito, colocando em risco os policiais.

Junto com o ofício foram anexadas fotos, mostrando os problemas encontrados no CISP de Salgado.

Confiram abaixo o teor do ofício encaminhado pela AMESE ao Secretário de Segurança:


AMESE, SEMPRE NA DEFESA DOS DIREITOS DA CLASSE MILITAR SERGIPANA. VENHA PARA A ASSOCIAÇÃO QUE LUTA POR VOCÊ.  ASSOCIE-SE.

AMESE CONTINUA NA COBRANÇA: ASSASSINATO DO SARGENTO ANDRÉ NASCIMENTO COMPLETA 54 DIAS SEM QUE MARGINAIS TENHAM SIDO PRESOS.


Nesta quarta-feira, dia 15, completam 54 dias do assassinato do Sargento André Nascimento, sem que os marginais que tiraram a vida do nosso irmão de farda tenham sido presos.

Continuaremos cobrando, semanalmente, da SSP, aqui neste blog, a elucidação do crime, com a devida prisão dos marginais, fazendo-se assim a devida justiça.

NÃO DEIXAREMOS QUE O ASSASSINATO DE NOSSO IRMÃO DE FARDA CAIA NO ESQUECIMENTO.

ASPECTOS ESQUECIDOS DA REDUÇÃO DA MAIORIDADE.


Muito tem se debatido sobre o avanço da proposta de mudança no limite mínimo a partir do qual jovens passam a ser condenados pela prática de crimes. Como nem sempre as discussões são conduzidas de modo racional, percebe-se um esforço de diversos setores em manobrar as massas de modo a criar um convencimento de que seria algo desumano e improdutivo.

Antes de se chegar a essa conclusão, é prudente considerar algumas observações como as que seguem.

Não há porquê em estabelecer a definição dos 18 anos como um referencial imutável, como se fosse extraído de profecia religiosa, afinal foi assim determinado há várias décadas, quando a dinâmica da sociedade e da própria violência eram muito distintas de hoje. Se diminuir a idade “não resolve”, não seria o caso de aumentá-la para 21 então?

Aliás, esse argumento dos que são contra, sob alegação de que a prisão não reduz as práticas, é equivocado e já visto em posicionamentos contra a repressão do uso e tráfico de drogas. O pensamento é perigoso porque ele dá margem à seguinte lógica: se o aumento de condenações e agravamento das penas não surtir efeito contra estupradores, então deveríamos descriminalizar o estupro daí em diante. Ou seja, inconcebível.

Deixando de ser inimputáveis, os adolescentes de 16 e 17 anos podem se tornar mais protegidos. A atração que despertam nas facções e quadrilhas, pela vantagem de vigor físico e maturidade psíquica suficiente, aliada à garantia de que não serão processados como adultos, deixa de existir. Deste modo, só podem atuar em condições análogas aos criminosos adultos. Isso poderia antecipar o recrutamento para a faixa abaixo de 15 anos? Talvez, mas certamente a falta de atributos como os acima listados se torna um desestímulo a tal procedimento.

Fala-se ainda no risco de contato com marginais experientes. Ora, esse contato já ocorre diariamente nas comunidades que estão sob domínio do poder paralelo. O perigo mora ao lado, ou dentro da mesma casa, não é dentro da cadeia que se tem contato com o mal, ele está em toda parte, sobretudo em certos subúrbios e periferias.

E se o encarceramento não ressocializa nem reduz a reincidência, podemos lamentar, pensar em melhorias, mas nem por isso deixar de recorrer a ele. Prender um único bandido que seja já livra a sociedade, temporariamente, dos crimes que ele seria capaz de praticar. Não há milagre que faça tornar sociável na cela aquele que não recebeu essa habilidade em seu lar, no seio familiar. O pré-requisito para o sucesso de tal meta seria conseguir a recuperação em relação à perda de valores morais. Quem nunca os teve, não terá como reencontrá-los, seja em albergue, fundação, ou penitenciária.

Enfim, nada é mais ameaçador do que a garantia da impunidade, sensação fortemente provocada pela adoção de simples medidas contra quem comete barbáries aos 17 anos. A essência do comportamento humano se baseia em estímulo-resposta, na busca por recompensas. Os pais devem se encarregar de transmitir bem lições a esse respeito na infância, o Estado e a Polícia entram em ação a partir do momento em que a conduta se torna uma ameaça ao bem estar social. Chega a ser piegas igualar a crianças certos marmanjos que, às vésperas dos 18, zombam abertamente do ordenamento jurídico, convictos de que nada que fizerem para contê-los será tão ruim a ponto de não compensar as facilidades obtidas através de práticas delitivas. Está na hora desse upgrade no ordenamento jurídico.

Por Victor Fonseca

Fonte:  Blog Tenente Poliglota

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DA BAHIA DETERMINA REINTEGRAÇÃO DE MARCO PRISCO AO QUADRO DA PM. ESTADO TEM 30 DIAS PARA CUMPRIR DECISÃO DA JUSTIÇA.

"Depois de anos lutando, voltarei a vestir a farda da minha categoria. Sempre batalhei porque acredito que estou parlamentar, mas sou militar de coração e alma”, afirmou, em nota enviada à imprensa.

Marco Prisco foi demitido da PM em 2002.
(Foto: Imagem/ TV Bahia)

Uma decisão assinada pelo desembargador José Edivaldo Rocha Rotondano, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), determina a reintegração de Marco Prisco ao quadro da Polícia Militar depois de 13 anos. A decisão foi proferida na terça-feira (13) e deverá ser cumprida pelo governo da Bahia em até 30 dias. Ainda cabe recurso da decisão.

Atual deputado estadual pelo PSDB, Prisco foi demitido da corporação em 2002 por envolvimento em movimento grevista. Ele também liderou a última greve dos policiais militares da Bahia, em abril de 2014

Prisco entrou com pedido de reintegração no TJ em 2010,  quando foi sancionada a Lei de Anistia, que determinou a reintegração de militares punidos por participar de movimentos reivindicatórios.
O TJ, por unanimidade, decidiu que o Estado deveria reintegrá-lo. O Governo opôs embargos de declaração, alegando obscuridade na decisão e pedindo que a sentença fosse revista pelo próprio Pleno do Tribunal. Os desembargadores, no entanto, indeferiram o recurso.

Em 2011, o Governo ingressou com suspensão de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF), pedindo que o caso do soldado Prisco não fosse adequado à Lei de Anistia, mas o ministro do STF, Ayres Brito, indeferiu o pedido da Procuradoria Geral do Estado (PGE).

O Estado, então, passou a fazer uso de recurso extraordinário e especial, mas segundo o próprio desembargador José Edivaldo Rotondano, isso não impedia que a decisão judicial fosse cumprida.

Prisco 

“Fui demitido em 2002, após movimento reivindicatório de 2001, por um ato de arbitrariedade do Estado à época. Em 2010, a Lei de anistia reintegrou todos os militares que foram punidos por participar de movimentos por melhorias para os trabalhadores, menos eu. A Bahia foi o único estado do Brasil que não cumpriu a Lei. Desde então, batalhamos para que se faça valer o que diz a norma”, ponderou.

A Polícia Militar não se posicionou sobre o caso e sugeriu à reportagem contato com a  assessoria de comunicação da Procuradoria Geral do Estado (PGE). Em nota, a PGE informou que aguarda notificação no processo, para só então adotar as providências cabíveis. O órgão disse ainda que irá analisar a viabilidade de interposição de recurso.

Revogação de restrições

No final de março, Marco Prisco também teve revogada as medidas de restrições impostas a ele por ter liderado a última greve dos policiais militares da Bahia, ocorrida em abril de 2014. A decisão foi do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Depois da revogação da prisão de Prisco, em maio do ano passado, pela Justiça Federal da Bahia, ele continuou como réu e aguardou o julgamento do pedido de Habeas Corpus do STF.

Prisco estava impedido de sair de Salvador, de integrar ou participar de qualquer associação, de ingressar em quartéis e estabelecimentos militares, além de desempenhar integralmente as funções de deputado estadual, cargo para qual foi eleito em 2014.

O STF explica que as medidas cautelares de restrição fixadas pela Justiça Federal, atualmente são desnecessárias em razão da diplomação do deputado e a atitude implicaria no desempenho do mandato dele.

Contudo, o STF faz uma ressalva e informa que não afastou a possibilidade de ter outras medidas caso aconteça algo a partir de agora.

Fonte:  G1 BA

CRIANÇA CAI DO 2º ANDAR DE CASA DENTRO DE PISCINA E É SALVA POR POLICIAL MILITAR.


VITÓRIA - ES - Uma criança de um ano e quatro dias se afogou na piscina da própria casa e foi salva por um policial militar no início da tarde desta terça-feira. Ágata Soares da Silva caiu do segundo andar da casa em uma piscina de plástico que fica no quintal da residência. Ela está internada em estado grave e respira com ajuda de aparelhos.

Uma patrulha da PM passava pelo local quando foi surpreendida por vizinhos da menina que pediam ajuda. “Ouvimos as pessoas gritando que uma criança tinha caído. Entramos no local e ela estava toda molinha no colo de um vizinho, com a boca roxa. Foi aí que disse que ia fazer os procedimentos básicos”, conta o soldado Wagner Cerqueira, que já foi guarda-vidas de Vila Velha por dois anos.

Ele fez uma respiração cardiopulmonar e massagem cardiorespiratória por cerca de quatro minutos, até que Ágata começasse a expelir a água. Depois, a patrulha levou a menina para o Hospital Santa Mônica, em Vila Velha. “Dentro da viatura continuei os procedimentos e ela foi colocando a água para fora e começou a chorar, o que foi um sinal de que ela estava sendo salva”, diz Cerqueira. Após os primeiros exames e o atendimento emergencial, ela foi transferida para o Hospital Infantil de Vitória.

Queda

A menina estava tomando mamadeira na sala enquanto a mãe fazia um café na cozinha e o pai estava no banheiro. Ela conseguiu abrir um portão de madeira que separava a entrada da casa no segundo andar de uma varanda perto da escada. Com acesso livre, Ágata caiu direto na piscina.

Para os pais, a presença dos policiais na rua foi uma “providência divina”. “Fui até a sala para sair para fumar e só vi a mamadeira caída. Saí correndo e vi minha filha boiando como uma boneca na água. Fiquei desesperado. Agora estou aliviado, o policial chegou na hora certa, foi um herói”, comenta o pai de Ágata, o pedreiro Odair Alves da Silva, 32 anos.

Fonte:  Blog do Almança

PROCESSO DE PM QUE MATOU CAMELÔ NA LAPA (SP) É ARQUIVADO.

Soldado Henrique Dias Bueno de Araújo diz que está 'aliviado' e 'tranquilo'. Advogado afirma que 'esperava o pior', mas que 'o melhor aconteceu'

Soldado Henrique Dias Bueno de Araújo saca a arma para atirar contra Carlos Augusto Muniz (Foto: Reprodução/RedeTV!)

O processo do PM (policial militar) que atirou contra a cabeça de um camelô, em 18 de setembro de 2014, no bairro da Lapa, na zona oeste de São Paulo, foi arquivado. O soldado Henrique Dias Bueno de Araújo, de 31 anos, matou, naquele dia, Carlos Augusto Muniz, de 30, durante uma ação de combate a venda de produtos ilegais na região.

A determinação do arquivamento do processo foi expedida pela juíza Eliana Cassales Tosi de Mello, da 5ª Vara do Júri, em 27 de março deste ano. O soldado Araújo matou Carlos quando o camelô tentou tirar um spray de pimenta da sua mão, no momento em que ele e outros dois policiais prendiam um outro vendedor ambulante. 

Em nota, a Apmdfesp (Associação dos Policiais Militares Portadores de Deficiência do Estado de São Paulo), responsável pela defesa do soldado, afirmou que os advogados Fernando Capano e Renato Marques foram os responsáveis pelo suporte dado ao soldado “desde o flagrante e sua detenção no Presídio Romão Gomes até o arquivamento do processo”.

À associação, Capano disse que achava que seu cliente poderia ser denunciado. “O promotor entendeu que não era o caso, assim como a magistrada. Nos preparamos para o pior, mas, graças a Deus, o melhor aconteceu”, afirmou o advogado, que também é responsável pelo departamento jurídico da Apmdfesp.

Na nota divulgada pela associação, o policial diz que se sente “aliviado” e “tranquilo por saber do arquivamento”. “A gente sai para trabalhar, mas nunca pensa que vai precisar de um advogado no fim do dia, como aconteceu comigo”, afirmou o soldado Henrique Dias Bueno de Araújo.

“O representante da zona oeste me ligou no mesmo dia da ocorrência e ainda conversou com a minha família, foi fora do comum. O doutor Fernando me deu todo o amparo jurídico e minha noiva teve o apoio psicológico na associação. Eu não tenho palavras para agradecer”, disse o PM.

O caso

No fim da tarde de 18 de setembro de 2014, PMs da operação voltada a coibir o comércio irregular da região da Lapa abordavam o ambulante Isaías de Carvalho Brito, de 27 anos, que vendia DVDs piratas na rua 12 de Outubro, quando um grupo se revoltou contra os agentes e exigia a liberação do camelô.

Segundo versão divulgada inicialmente pela PM, após ser abordado, Brito se negou a entregar a mercadoria e recebeu voz de prisão. Nesse momento, um grupo de cerca de 30 pessoas, entre eles Carlos Augusto Muniz, saiu em defesa do colega e iniciou uma briga com os três PMs. 

Um dos policiais teria tido parte do colete arrancado e outro agente da polícia foi encurralado pelos ambulantes dentro de uma loja e jogado no chão. A polícia disse que, na confusão, foi dado um disparo acidental, que atingiu a boca do vendedor.

Horas depois, veículos de comunicação tiveram acesso a vídeos de cinegrafistas amadores. As imagens mostravam Brito sendo abordado pelos três PMs e tendo suas mercadorias apreendidas. Policiais e o ambulante caíram no chão, após uma confusão, e o vendedor foi rapidamente dominado e imobilizado por dois PMs. 

Então, o soldado Araújo saca a arma e o spray de pimenta e começa a apontá-los para pessoas que se aproximam. Um grupo de ambulantes começou a pedir que Brito fosse solto, alegando que ele era um trabalhador. Ao contrário da versão oficial da PM, nenhum policial foi agredido ou encurralado.

Muniz tentou tirar da mão do PM o spray de pimenta e foi baleado no rosto pelo policial. Ele chegou a ser levado ao Hospital das Clínicas, na região central de São Paulo, mas não resistiu aos ferimentos.

Fonte:  Rede TV (Luiz Adorno)