sábado, 1 de agosto de 2015

NA SEGURANÇA PÚBLICA OUTRO DESMANTELO.


Por mais que haja boa vontade do secretário e de seus auxiliares, os resultados esperados não apareceram e hoje Sergipe está consolidado como um dos Estados mais violentos e inseguros do País. Para amenizar, a SSP adota um discurso de elucidação de crimes, de prisões de quadrilhas, mas a autoridade policial deve, necessariamente, agir em caráter preventivo, e somente quando necessário do ponto de vista repressivo. De nada adianta ser o “campeão” em prisões ou apreensões, se o crime já aconteceu, se vítimas já foram ceifadas. E mais grave que os números da violência é a sensação de insegurança que se passa para as pessoas, em especial, as mais pobres.

Fonte:  Faxaju (coluna Politizando do jornalista Habacuque Villacorte)

JORNALISTA ALEXANDRE GARCIA RESSALTA A IMPORTÂNCIA DE SE VALORIZAR A POLÍCIA.



Fonte:  Youtube

AÇÃO PENAL INTERPOSTA PELO MP QUER QUEBRAR OS SINDICATOS E IMPEDIR FUTURAS GREVES.

Conforme é de pleno conhecimento da classe policial civil, após a greve de 2008, o Ministério Público do Estado de São Paulo ingressou com demanda em face dos Sindicatos das categorias da Polícia Civil, pleiteando indenização pelos supostos ‘danos morais coletivos’ causados à sociedade por conta de nosso legítimo movimento paredista. A ação tramita sob o número 0196091-74.2011.8.26.0100.

Após os trâmites legais, todos os Sindicatos ligados ao movimento histórico de 2008 foram condenados solidariamente ao pagamento de indenização de R$ 339.000,00 (trezentos e trinta e nova mil reais), mais juros e correção monetária, tendo o SIPESP e demais interessados ingressado com o competente recurso de Apelação.

No dia de hoje, houve o início do julgamento do recurso e apenas o advogado do SIPESP, Dr. Evandro Fabiani Capano, esteve presente para sustentar oralmente, na tentativa de reverter a condenação imposta em 1º grau.

De se ressaltar que, se mantida a condenação, todos os Sindicatos serão condenados, entre eles, o Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, o Sindicato da Polícia Civil de Mogi das Cruzes, o Sindicato dos Policiais Civis da Região de Campinas, o Sindicato dos Escrivães de Polícia do Estado de São Paulo, o Sindicato dos Policiais Civis da Região de Ribeirão Preto, o Sindicato dos Policiais Civis da Região de Sorocaba, o Sindicato da Polícia Civil de Santos e o Sindicato dos Trabalhadores em Telemática Policial do Estado de São Paulo.

O julgamento do recurso foi retirado de pauta, pois os Desembargadores da 8ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça Paulista sinalizaram que decidirão pela incompetência de sua Câmara para julgar a matéria, sendo certo que a competência para julgar a presente ação pertence, a rigor, a uma das Câmaras de Direito Privado do Tribunal.

A decisão em comento, pela incompetência para julgar ou não, sairá na sessão designada para a próxima semana, dia 05/08/2015 às 09:50 h.

Entendemos que a decisão condenatória, caso seja mantida, inibirá futuros movimentos paredistas, podendo literalmente quebrar a maioria dos Sindicatos, que vivem exclusivamente da contribuição voluntária dos seus sindicalizados, não podendo arcar com tamanha condenação pecuniária, em especial fruto de injusta responsabilização por dano que, a nosso juízo, não existiu.

Como já afirmamos, o movimento de 2008 foi digno, legítimo e histórico, sendo certo que, se dano houve, este foi diretamente causado pelo Governo Paulista que, com sua postura radical e arrogante, negou-se, como ocorre até hoje, a dialogar com os policiais e a buscar alternativas politicas e legais para melhorar as condições de trabalho e de salário de todos os policiais, sindicalizados ou não. Aliás, continuamos até hoje em estado de penúria!

Demandas judiciais como estas possuem nítido interesse em inibir nosso direito constitucional de greve, enfraquecendo (e talvez até mesmo inviabilizando) as organizações Sindicais e Associativas da Polícia Civil.

Voltaremos ao assunto em breve e rogamos à toda a Comunidade Policial que nos apoiem, quer seja comparecendo ao julgamento, quer seja acompanhando o andamento da referida demanda, eis que não vão nos calar.

Continuaremos, juntos com as demais organizações ou não, a lutar pelos direitos dos policiais civis do Estado de São Paulo.

A Diretoria

Fonte:  Jornal Flit Paralisante

ASSALTANTES EXPLODEM TRÊS CASHS EM AGÊNCIA DE APARECIDA.

Imagens registraram ação dos bandidos que estavam encapuzados

Na fuga, os bandidos atiraram contra os policiais e jogaram taxas pontiagudas para furar os pneus da viatura (Foto: Acom/SSP)

Mais uma agência bancária no município de Nossa Senhora de Aparecida, a 90 quilômetros de Aracaju, foi invadida por três assaltantes na madrugada deste sábado, 01. Os suspeitos explodiram três caixas eletrônicos da agência Banese e levaram o dinheiro.  O crime aconteceu por volta das 2h, segundo informou a assessoria de comunicação da Secretaria de Segurança Pública (SSP).

Ainda segundo informações da assessoria, imagens do circuito interno de segurança da agência, registrou a ação dos bandidos que estavam encapuzados. As câmeras registraram também o veículo utilizado pelo trio, um carro Punto Branco. Na fuga, os bandidos atiraram contra os policiais e jogaram taxas pontiagudas para furar os pneus da viatura.

“Os suspeitos foram perseguidos e dispararam contra a viatura da Polícia Militar. Um dos tiros atingiu um dos pneus impossibilitando o seguimento da perseguição. Os Policiais civis do Complexo de Operações Policiais Especiais (Cope), já estão no local fazendo os primeiros levantamentos”, diz, Renato Nogueira, assessor de imprensa da SSP.

A Polícia realiza buscas na região na tentativa de encontrar os assaltantes. No entanto, até o fechamento desta reportagem nenhum suspeito havia sido encontrado pelos policiais.

Balas atingiram também os pneus

Relembre

No de 04 de julho outra agência do Banese no município de Japaratuba, teve um dos cashs explodido durante a madrugada. Os criminosos entraram na agência e utilizando explosivos tentaram arrombar os dois caixas eletrônicos, mas só conseguindo explodir um dos cashs. Na fuga, os suspeitos não conseguiram levar o dinheiro que estava dentro da máquina.

Fonte:  Infonet

BANDIDOS EXPLODEM CAIXA DO BANESE E ATIRAM CONTRA VIATURA DA PM EM NOSSA SENHORA APARECIDA.




Fotos:  Redes Sociais

Os assaltantes de bancos voltaram a agir com mais freqüência no interior do estado. Na madrugada deste sábado, mais uma agencia bancária foi explodida, além de uma viatura da PM que foi atingida por tiros

Uma agencia do Banese, ,localizada no município de Nossa Senhora Aparecida foi explodida por marginais por volta das 3 horas deste sábado (01). As primeiras informações são de que eram seis homens fortemente armados e que antes da explosão, eles teria feitos diversos disparos contra uma viatura da policia militar, furando a lataria e quebrando o pára-brisa.

Os assaltantes usaram dinamite para explodir os caixas que ficaram totalmente destruídos. Não há informações se os marginais conseguiram levar o dinheiro da agencia. A população amedrontada com as explosões na madrugada, reclamam da falta de segurança no município, que conta com apenas dois policiais militares para fazer a segurança.

Fonte:  Faxaju

sexta-feira, 31 de julho de 2015

PMs E BOMBEIROS DO RIO GRANDE DO NORTE FAZEM CARREATA ATÉ A GOVERNADORIA E PODERÃO RETORNAR ACAMPAMENTO NA PRÓXIMA QUARTA (5) EM NOVA ASSEMBLÉIA GERAL.


Durante assembleia geral realizada na tarde desta quinta-feira, dia 30, os policiais e bombeiros militares decidiram realizar uma carreata com “buzinaço” em direção à Governadoria. O objetivo foi chamar atenção da sociedade e principalmente do poder público para que as dificuldades da categoria sejam atendidas.

“Nós não queremos nada além do cumprimento da lei. Temos muitas necessidades, mas vamos lutar fortemente pelos níveis do subsídio, remuneração de acordo com a graduação e promoção ex-ofício. Desde o dia 5 de fevereiro que estamos em negociação com o governo que até agora não nos apresentou uma proposta satisfatória. Diante disso não podemos cruzar os braços para a tropa que garante a segurança dos cidadãos”, enfatiza o presidente da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar do Rio Grande do Norte (ACSPM/RN), Roberto Campos.

A ACSPM/RN e outras entidades representativas da PM e BM protocolaram na Governadoria uma pauta de reivindicações. “Não vamos cumprir apenas os trâmites burocráticos. Vamos intensificar as mobilizações para pressionar o executivo estadual, o governador precisa ter um olhar atencioso para os agentes da segurança pública”, acrescenta Roberto Campos.

Está marcada uma nova assembleia geral com a categoria, no próximo dia 5 de agosto, às 8h, em frente à Governadoria no Centro Administrativo, com previsão de acampamento no local.

Fonte:  Blog Soldado Gláucia

O BLOG ESPAÇO MILITAR PARABENIZA O CAPITÃO MANOEL ALVES PELO TRANSCURSO DO SEU ANIVERSÁRIO.



O blog Espaço Militar gostaria de parabenizar o Capitão Manoel Alves pelo transcurso do seu aniversário, rogando a Deus que o abençoe cada vez mais, dando-lhe muita paz, saúde, prosperidade e alegria, ao lado dos seus familiares e amigos.

Prestamos esta singela homenagem ao amigo.

Que o brilho de tua vida busque no céu a essência da luz da vitória para espalhar em teu caminho otimismo, esperança, compreensão, coragem e que tenha determinação para continuar a vencer.
Parabéns e Feliz Aniversário!

POLICIAIS CIVIS DE SERGIPE DECIDEM ENTRAR EM GREVE.

Categoria protesta contra o parcelamentos dos salários

Assembléia ocorreu na noite desta quinta-feira, no auditória da Acadepol (Fotos: Portal Infonet)

Insatisfeitos com o recebimento parcelado dos salários de julho, os Policiais Civis deliberaram greve em assembléia geral extraordinária na noite desta quinta-feira, 30. Os agentes vão parar as atividades a partir do dia 3 de agosto e só voltarão quando os vencimentos forem pagos integralmente.

Com a greve dos agentes da Polícia Civil, apenas 30% do efetivo, conforme a legislação, funcionará nas delegacias. Serão afetadas as visitas aos presos, assim como a efetuação de boletins de ocorrência. As investigações também ficarão suspensas. As delegacias funcionarão em regime de plantão, apenas para lavratura de flagrantes e guia de liberação de óbitos.

João Alexandre: "sem salário, sem trabalho"

De acordo com presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Sergipe (Sinpol), João Alexandre, a paralisação é um protesto ao "desrespeito" do governo com a categoria. “É inconcebível um tratamento desse com uma categoria que presta um serviço essencial à população sergipana. Diminuir a importância da segurança pública é um ato de irresponsabilidade, é querer aumentar o que já está muito grande, que é a criminalidade”, critica.

O sindicalista garante que é uma ação de reação: “diante do anúncio do pagamento parcelado do salário, então entendemos que parcela-se o salário, parcela-se o trabalho, em outras palavras, sem salário, sem trabalho”, afirma enfático.

Dispostos em levar a frente a paralisação, a maior parte da categoria sinalizou positivamente ao protesto. O policial civil Rickson Hipólito categoriza a decisão do governo como absurda. “Nós trabalhamos o mês inteiro e temos direito de receber nossos salários de forma integral, mas isso não vai acontecer. Então só voltaremos quando pagarem o restante do salário”, garante.

Segundo o diretor do Sinpol, Jorge Henrique, aproximadamente 150 policiais civis participaram da votação, e apenas alguns agentes votaram contra a greve.

Outras reivindicações

Na luta também pelas melhorias de condições do trabalho, o sindicado dos policiais civis já estudam outras medidas para ver atendida suas reivindicações. “Nem que seja preciso recorrer a ONU [Organização das Nações Unidas] ou um dos seus representantes, faremos tudo que estiver ao nosso alcance para que essa situação inconcebível de armazenar presos em delegacias acabe, pois elas não foram criadas para essa finalidade. Guardar presos ou custodiá-los é, antes de tudo, um desvio de função da nossa atividade”, destacou João Alexandre.

O agente Rickson também demonstra insatisfação com a atual condição de trabalho. “Policial civil tomar conta de preso é inadmissível. Temos delegacias com mais de 70 presos pra dois policiais tomarem conta. Lugar de preso é no presídio”, enfatiza. O policial também cita que a categoria ainda aguarda a implantação do subsídio e reposição salarial, acusando o governo de utilizar-se de desculpas para não honrar os compromissos. “Engana todo servidor ao dizer que está no limite prudencial, mas já sabemos que isso não procede”, acusa.

Eleições

O Sinpol ensejou a oportunidade da assembléia para eleger a dupla de delegados que representarão o sindicato no 2º Congresso Nacional das Federações dos Policias Civis do Brasil (CONFEIPOL/NE). Foi a eleita a dupla Otávio Assis e o suplente Francisco Lima por 75 votos, derrotando a dupla Antonio Morais e suplente Sena, que somaram 39 votos.

Fonte:  Infonet (Ícaro Novaes e Verlane Estácio)

CUT CRITICA JACKSON POR PARCELAR VENCIMENTOS DOS SERVIDORES.


O vice-presidente da Central Única dos Trabalhadores em Sergipe (CUT/SE), o professor Roberto Silva, considerou a notícia que o Governo do Estado está parcelando os vencimentos dos servidores público como uma tentativa de desmobilizar os trabalhadores na luta por valorização marcada para os dias 4 e 11 de agosto, quando haverá paralisação. Roberto Silva afirma que “no jogo do governo Jackson Barreto só falta dinheiro para valorizar os servidores, mas não falta para o pagamento dos bondosos salários dos cargos comissionados”.  

Segundo o sindicalista, é muito estranho o Estado fechar o quadrimestre, de janeiro a abril, com um superávit de R$ 62.519.465,30, apresentar crescimento nas receitas mês a mês, os servidores amargarem três anos com salários congelados, e, agora, anunciar um parcelamento, prejudicando servidores em atividades e aposentados.

O vice-presidente da CUT lembra que os servidores estaduais vivenciaram momento idêntico, no ano passado. “Esse mesmo discurso e ação maldosa no mês de outubro de 2014, quando o governo preparava um pacotão de maldades contra os servidores. Entre as medidas que resultaram em perda de direitos, como o fim do adicional do terço, resultando numa perda salarial de 33,33% do vencimento”, observa.

Roberto Silva pontuou também que, em 2014, o discurso adotado pelo governo alegando crise foi encerrado quando a Assembleia Legislativa aprovou Projetos de Lei de interesse do Poder Executivo. “O pacotão de maldades. A partir daí, iniciaram a chuva de nomeações de cargos comissionados, demonstrando que a crise foi um jogo de cartas marcadas para prejudicar os servidores. Entretanto, para garantir nomeações dos comissionados acabou a crise, mas não tem dinheiro para realizar pagamento dos servidores em dia. Dá para aceitar?”, indaga.

Fonte:  F5 News (Joedson Telles)

PESQUISAS MOSTRAM AVANÇO DE SUICÍDIO ENTRE POLICIAIS BRASILEIROS.

Dados indicam que a taxa de suicídio entre PMs é 3,65 vezes a da população masculina e 7,2 vezes a da população em geral

Foto:  Talita França/ Secretaria de Segurança Pública SP
Policiais pensam na própria morte como saída para uma rotina marcada pelo alto estresse

Pesquisas acadêmicas apresentadas no 9º Encontro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, no Rio de Janeiro, jogaram luz sobre um tema ignorado nas estatísticas oficiais de violência: o suicídio de policiais militares, civis e federais brasileiros.

Encarregados de salvar e proteger cidadãos, policiais pensam na própria morte como saída para uma rotina marcada pelo alto estresse, pelo risco, pelo afastamento da família e pela convivência com o lado mais sombrio da vida – crime, tráfico, pedofilia e perdas constantes dos companheiros de trabalho.

Uma das pesquisas, realizada pelo Laboratório de Análise da Violência da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), entrevistou 224 policiais militares do Rio de Janeiro. Deles, 22, ou seja, 10%, declararam ter tentado suicídio. Pelo menos 50 disseram ter pensado em suicídio em algum momento da vida. Todos foram voluntários a participar da pesquisa.

A pesquisa Suicídio e Risco Ocupacional na PM do Rio de Janeiro começou em 2011, como atividade de pós-doutorado da professora Dayse Miranda. Os números finais estão no prelo e foram repassados com exclusividade à BBC Brasil.

Junto com os resultados, numa iniciativa inédita no País, será lançado este ano o Guia de Prevenção de Suicídio da Polícia Militar do RJ, com dados e sugestões de como abordar o problema, tanto como questão de saúde individual como com ações institucionais.

“Quando começamos a pesquisar, só conseguimos autorização do comando da PM porque havia certeza de que o problema não existia. Agora estamos trabalhando em parceria com o comando e temos todo apoio”, relata Dayse Miranda, que coordenou a pesquisa.

Da parceria com a PM surgiu o GPESP (Grupo de Estudos e Pesquisas em Suicídio e Prevenção), que reúne pesquisadores da Uerj e da polícia. A professora coordena também um trabalho sobre suicídio em todas as PMs brasileiras, sob encomenda do Ministério da Justiça.

O tema do suicídio na PM já havia aparecido num outro levantamento do LAV, sobre letalidade da ação policial. Uma única pergunta tratava de suicídio, e 7% dos entrevistados disseram ter pensado em se matar tentado se matar.

Os dados chegaram a ser apresentados em maio numa audiência pública na Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro). No painel realizado no Fórum de Segurança pública foi possível aprofundar o debate e ver que o problema não é só da PM do Rio.

Mais dados

Outra pesquisa feita com policiais fluminenses, intitulada Saúde Mental dos Agentes de Segurança Pública, foi apresentada por Patricia Constantino, do Claves (Centro Latino-Americano de Estudos de Violência e Saúde Jorge Careli), da Fundação Oswaldo Cruz.

A equipe do Claves ouviu 1.058 policiais civis de 38 unidades e 1.108 PMs de 17 batalhões. Patrícia participou de todas as entrevistas e assina o livro resultante da pesquisa, junto com Maria Cecília Minayo e Edinilsa Ramos de Souza.

"Os policiais relatam profundo sofrimento psíquico, tristeza, tremores, sentimento de inutilidade. Muitos confessam que usam drogas lícitas e às vezes ilícitas. Os policiais se sentem constrangidos em admitir isso. Muitas vezes o médico que o atende é de patente superior, então ele não vê ali o médico, vê o oficial", conta a pesquisadora.

Segundo ela, os dados indicam que a taxa de suicídio entre PMs é 3,65 vezes a da população masculina e 7,2 vezes a da população em geral. A taxa de sofrimento psíquico revelada pela pesquisa do Claves, que se transformou em livro, foi de 33,6% na PM e 20,3% na Polícia Civil.

Outro problema apontado por todos os pesquisadores é a falta de estatísticas confiáveis. Muitos registros de suicídio não são informados pelas corporações. E muitos casos registrados como mortes de policiais em acidentes são, na verdade, suicídios disfarçados.

Em muitos Estados brasileiros, as famílias dos policiais perdem direitos caso a morte seja por suicídio. O major Antônio Basílio Honorato, psicólogo da PM da Bahia, relatou a dificuldade de tratar do tema com a tropa. Segundo ele, a média em seu Estado tem sido de cinco casos anuais de suicídios de policiais militares. “Pode parecer um número baixo, mas sabemos que está abaixo da realidade”, afirmou.

Isolamento

Diante da dificuldade de estatísticas, a delegada de Polícia Federal Tatiane Almeida, mestra em Sociologia pelo Instituto Universitário de Lisboa, concentrou-se nos relatos angustiados dos colegas para escrever a dissertação Quero morrer do meu próprio veneno, sobre o suicídio na PF. Constatou, por exemplo, que as tentativas de suicídio são mais frequentes entre policiais que se aposentam.

“O policial fica isolado da sociedade. Não sabe ser pai, ser marido. Quando perde o distintivo, fica sem saber o que fazer. Outro ponto é que está na nossa formação suspeitar sempre do outro. O policial acha que todo mundo é ruim e ele é o herói. E não aceita ser visto como fraco”, disse a delegada.

Na plateia, vários policiais, fardados ou à paisana, acompanhavam o debate, que aconteceu na tarde de ontem (quarta-feira, 29). Alguns se arriscaram a falar.

Heder Martins, subtenente da PM de Minas Gerais e assessor parlamentar do deputado federal e policial Subtenente Gonzaga (PDT-MG), disse que, só este ano, houve 6 suicídios em sua corporação.

“Anteontem um colega tentou se matar dentro de uma delegacia. Ontem, outro se matou no interior. Tinha sete anos de serviço”, contou. “No ano passado, dois colegas da PM se suicidaram no dia do meu aniversário, 24 de junho. Foi o pior dia da minha vida, porque fiquei pensando na minha vida profissional, no que valia ou não a pena fazer”, disse Edson Maia, subtenente da PM de Brasília. Ele trabalha no setor de inteligência, mas é voluntário num serviço de prevenção ao suicídio.

Entre as estatísticas esparsas e o relato da angústia, o alerta dos pesquisadores é para que as polícias repensem, na formação e no treinamento dos policiais, o fortalecimento psíquico.

“O policial angustiado não faz mal só a ele e à sua família. O policial angustiado é pior para a sociedade, porque vai para a rua para extravasar esse sofrimento”, afirmou a delegada Tatiane Almeida.

'Policial não é máquina'

O chefe do Estado-Maior da PM do Rio, coronel Róbson Rodrigues, também apresentou nesta quinta-feira no Fórum de Segurança Pública, realizado na sede da Fundação Getúlio Vargas, dados sobre o sofrimento psíquico dos policiais e admitiu que essa é uma preocupação da corporação.

Diagnóstico realizado pela PM do Rio entre policiais de UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) constatou que 70% deles relataram ter algum tipo de sofrimento psíquico, de depressão a dificuldades de relacionamento.

O problema é mais frequente, segundo o levantamento, justamente nas áreas mais conflagradas e com maior número de confrontos. Rodrigues destacou que os números são uma amostra e não se referem ao conjunto da PM.

Questionado especificamente sobre a pesquisa do suicídio, disse que o suicídio é uma realidade, além de um tabu, e que há uma preocupação em criar políticas de acompanhamento do policial que está em sofrimento psíquico e que pode vir a atentar contra a própria vida.

“Como gestor, a gente precisa construir programas e políticas institucionais em apoio a esses policiais que estão em sofrimento mental. A percepção de uma segurança pública militarizada, que levou a pensar o policial como uma máquina de guerra, também gerou problemas”, afirmou Rodrigues.

Fonte:  BBC Brasil

SECRETÁRIO DE SEGURANÇA PÚBLICA TRATA ASSOCIAÇÕES MILITARES DE FORMA DIFERENCIADA. POR QUÊ?


O Secretário de Segurança Mendonça Prado, lamentavelmente, não prega o mesmo discurso que pregava quando era Deputado Federal, onde dizia lutar por todos os militares indistintamente e pregava tratamento igualitário.

Nesta semana, Mendonça recebeu em audiência somente uma associação militar, em detrimento de outras, as quais também já tinham solicitado audiências com o atual Secretário de Segurança, tão logo este assumiu o cargo, porém não obtiveram o mesmo tratamento.  Importante salientar que ofícios foram reiterados solicitando a marcação de audiência, porém estas outras associações militares não tiveram tratamento igualitário.

Diferentemente do Comando da PMSE, que recebeu a todas as associações indistintamente para discussão de um projeto em audiência, Mendonça Prado, que era tido, enquanto deputado, um parlamentar defensor de toda família militar e democrático, agora, como Secretário. não tem a mesma atitude, recebendo uma determinada associação em detrimento de outras que já tinham solicitado agendamento de audiências anteriormente e até agora não receberam sequer uma resposta do comandante da SSP.

Nada contra a associação que conseguiu agendar a audiência, mas deve haver tratamento igual para todas as associações, indistintamente.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

É ASSIM QUE O GOVERNO ESTÁ TRATANDO O SERVIDOR PÚBLICO.


Fonte:  Redes Sociais

MARCO PRISCO É REINTEGRADO À POLÍCIA MILITAR APÓS 13 ANOS APÓS DEMISSÃO.

Deputado soldado Prisco volta a ser policial  militar


O deputado estadual Marco Prisco (PSDB) foi reintegrado ao quadro da Polícia Militar da Bahia. A decisão foi divulgada no dia 23 de julho no Boletim Geral Ostensivo da PM (BGO 134). De acordo com o Governo do Estado, a recondução de Prisco ao cargo de soldado tem caráter provisório e obedece a uma recomendação da Procuradoria Geral do Estado da Bahia.

Com a decisão, a PM-BA terá que reintegrar Prisco e pagar seus soldos desde 2001. Prisco foi demitido da PM em 2002 por conta do envolvimento com um movimento de greve dos militares. Em 2014, ele voltou a liderar uma greve de PMs. 

Ele entrou com pedido de reintegração em 2010, depois de sanção da Lei da Anistia, que determina que militares punidos por participar de movimentos do tipo voltassem a ser integrados às corporações.

“A Lei de anistia reintegrou todos os militares que foram punidos por participar de movimentos por melhorias para os trabalhadores, menos eu. A Bahia foi o único Estado do Brasil que não cumpria a Lei”, afirmou Prisco em sua página do Facebook.

Em decisão unânime, o TJ-BA decidiu que o Estado devia reintegrar o deputado. O governo baiano em 2011 chegou a pedir que Prisco não fosse enquadrado na Lei da Anistia, mas o ministro do Supremo Tribunal Federal, Ayres Britto, indeferiu o pedido.

Fonte:  SOS PMERJ

Nota do blog:  Parabéns ao bravo deputado e policial militar Marco Prisco por ter reparada a injustiça feita pelo Governo da Bahia e ao TJBA pela brilhante decisão de reintegrar o companheiro militar.

LADRÕES FAZEM 669 ASSALTOS DENTRO DE ÔNIBUS SÓ ESTE ANO.

Sintra aponta situação dos transportes e insegurança das linhas para periferia.


“Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Os rodoviários não têm para onde fugir mais, até assaltos às 5h da manhã estão sendo registrados e não mais só à noite”, declarou Miguel Berlamino, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Aracaju (Sintra), ao falar da situação dos assaltos a ônibus até o momento. Até a última terça-feira, 28, seiscentos e sessenta e nove já haviam sido registrados em 2015, comparado a 2014, que 511 entraram para conta dos 365 dias. 

Linhas como as que fazem transporte para a região de Nossa Senhora do Socorro, Santa Maria, Parque São José, Sanatório e outras da periferia estão na lista do perigo para a classe que já trabalha assustada. 

De acordo com Miguel, existe um horário crítico, mas toda hora agora é para atenção. “Antes o horário complicado era a partir das 18h, mas agora cerca de 30% dos assaltos são feitos de dia e 70% à noite. Agora já  na primeira viagem, alguns trabalhadores já sofrem com a ação dos marginais. Os rodoviários estão com medo”, comentou o dirigente. 

Com a modernidade da passagem eletrônica, uma nova modalidade agora faz uma verdadeira limpa nos pertence dos usuários, são os populares “arrastões”. Esta semana, um ônibus com destino ao Conjunto Augusto Franco foi abordado por volta das 19h por dois adolescentes com peixeiras nas mãos. Durante o tempo curto, eles levaram os celulares dos passageiros que estavam no fundo. 

A universitária Fernanda Sales foi testemunha ocular e anda atenta depois do ocorrido. “Ando olhando para os lados - assustada - depois do que vivi. Foi um susto enorme. Precisamos ir para a delegacia depois e o ônibus mudou a rota para todo mundo prestar queixa”, relatou. 

Em abril, a categoria participou de uma audiência com o secretário de segurança pública Mendonça Prado que prometeu mais abordagens, mas Miguel disse que ainda não é suficiente. “Precisamos de mais ações. As abordagens estão acontecendo sim, mas ainda não estão fazendo efeito. Estamos no aguardo para mais uma reunião com o secretário com o objetivo de cobrar mais”, finalizou.

Fonte:  Jornal da Cidade

SECRETÁRIO MENDONÇA PRADO APELA PARA DELEGADOS E POLICIAIS. É QUERER DEMAIS!


Secretário da Segurança, Mendonça Prado, apela para os delegados e policiais para não penalizarem a população com paralisações.

Fonte:  Faxaju (coluna Plenário do jornalista Diógenes Brayner)

Nota do blog:  Será que o Secretário Mendonça Prado fará um apelo para que os supermercados vendam fiado e as empresas de água e luz, cartões de crédito, planos de saúde, dentre outras, esperem pelo pagamento dos salários para depois o servidor fazer o pagamento sem juros e multa?